Artigo em periódico
Fonte: Orfeu, ___(edição)___, 2023
Protocolo Organizador da Educação Musical Especial (PROEME): uma proposta para o planejamento docente
Gleisson do Carmo Oliveira, Maria Betânia Parizzi Fonseca
Palavras-chave
Resumo
Este trabalho apresenta o recorte de uma pesquisa de doutorado cujo objetivo consistiu em investigar as relações existentes entre a Educação Musical Especial e o desenvolvimento da comunicação social em crianças autistas. Dentre os produtos oriundos da referida pesquisa, houve o desenvolvimento de um Protocolo Organizador da Educação Musical Especial (PROEME), constituído de cinco etapas, passível de ser utilizado por educadores musicais que atuam na Educação Musical Especial e/ou Inclusiva. As etapas do protocolo – (1) avaliação do aluno; (2) verificação de pré-requisitos; (3) implantação de rotinas e regras; (4) aproveitamento das potencialidades e dificuldades e (5) promoção de adaptações – foram testadas durante aulas ministradas para crianças autistas, como parte do estudo doutoral em questão. Tais etapas mostraram-se eficientes à organização do planejamento docente, bem como auxiliaram no alcance dos objetivos pedagógicos traçados, com possível aplicabilidade nas demais deficiências, para além do autismo, e em qualquer faixa etária. Munidos de ferramentas, tais como o PROEME, acreditamos que o trabalho do docente frente ao aluno com deficiência pode se tornar mais claro e eficaz, bem como menos ameaçador.
Special Music Education Organizing Protocol (SMEOP): a proposal for teacher planning
This paper presents an excerpt from a doctoral research whose objective was to investigate the existing relationships be-tween Special Music Education and the development of social communication in autistic children. Among the products arising from that research, there was the development of an Organizing Protocol for Special Music Education (PROEME), consisting of five steps, which can be used by music educators who work in Special and/or Inclusive Music Education. The protocol steps – (1) student assessment; (2) prerequisite check; (3) implementation of routines and rules; (4) taking advantage of strengths and difficulties and (5) promoting adaptations – were tested during the classes given to autistic children, as part of the doctoral study in question. Such steps proved to be efficient to organize the teacher’s planning, as well as to help achieve the pedagogical goals set, with possible applicability in other disabilities, besides autism, and in any age group. Armed with tools such as PROEME, we believe that the teacher’s work facing the student with disabilities can become clearer and more effective, as well as less threatening.
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