Artigo em periódico
Fonte: OPUS, ___(edição)___, 2022
Justiça social em sala de aula? Reflexões a partir de uma proposta de formação musical cooperativa
Thaís Lobosque Aquino
Palavras-chave
Resumo
O combate às desigualdades no Brasil é aspiração de educadores (musicais) comprometidos com a luta coletiva por justiça social. Para lutar por ela, é necessário tanto entender seus significados quanto contemplar formas para sua consecução no cotidiano das diversas instituições escolares do país. Este artigo objetiva examinar possibilidades e desafios para a justiça social em sala de aula, por meio da análise de uma proposta de formação musical cooperativa que envolveu uma escola de educação básica e uma instituição de ensino superior. Para tal, foi realizada pesquisa bibliográfica com autores que tematizam a categoria de justiça social (FRASER, 2002, 2006) e sua relação com as instituições e as práticas escolares (LIBÂNEO, 2020, 2021. LIBÂNEO; SILVA, 2020), bem como estudiosos que questionam processos epistemológicos de separação, hierarquização e subordinação dos saberes musicais (AQUINO, 2021a. QUEIROZ, 2017). Também houve pesquisa empírica, com base nos pressupostos da etnografia e da pesquisa-ação (ANDRÉ, 2012. GHEDIN; FRANCO, 2011), que analisou diários de campo da proposta em tela desenvolvida entre março e dezembro de 2018. A constatação de potencialidades e entraves da participação de instituições, sujeitos e saberes nas práticas escolares evidencia que a luta por justiça social está alicerçada na indissociabilidade entre redistribuição e reconhecimento, na relevância do trabalho pedagógico com saberes sensíveis e no combate aos epistemicídios musicais.
Social justice in the classroom? Reflections on a proposal for cooperative musical training
Combating inequality in Brazil is an aspiration of (music) educators committed to the collective struggle for social justice. This fight requires both an understanding of its meaning and a contemplation of the means to achieve it in the day-to-day practice of the various educational institutions across the country. This paper aims to examine the possibilities and challenges for social justice in the classroom through an analysis of a proposal for cooperative musical training that involves a K-12 school and an institution of higher education. To this end, we carried out bibliographic research of authors focused on social justice (FRASER, 2002, 2006) and its relationship to educational institutions and practices (LIBÂNEO, 2020, 2021. LIBÂNEO; SILVA, 2020), as well as scholars who question the epistemological processes that separate, hierarchize, and subordinate music knowledge (AQUINO, 2021a. QUEIROZ, 2017). We also conducted empirical research grounded on ethnography and action research (ANDRÉ, 2012. GHEDIN; FRANCO, 2011), in which we analyzed field diaries of the proposal in focus developed between March and December of 2018. The findings demonstrate that the opportunities and challenges of institutions, people, and knowledge in participating in the practice of teaching and the struggle for social justice is grounded on the inseparability between redistribution and recognition, on the relevance of sensitive skills in pedagogical work, and on the fight against musical epistemicide.
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