Artigo em periódico
Fonte: Orfeu, ___(edição)___, 2023
Autorregulação da aprendizagem e memorização musical
Mônica Cajazeira Santana Vasconcelos, Diana Santiago
Palavras-chave
Resumo
O processo de aprender requer o engajamento dos sujeitos envolvidos nas diversas situações em que estão inseridos. As singularidades e subjetividades que estão entrelaçadas nesses percursos evidenciam as particularidades e complexidades que o processo da aprendizagem exige. Quando trazemos a condução do aprender para a execução de um instrumento musical, sobretudo de estudantes, não podemos esquecer a demanda que essa atividade exige, a saber, o desenvolvimento de várias competências cognitivas, metacognitivas, motivacionais e comportamentais. A teoria da autorregulação, a partir do paradigma sociocognitivo, tem contribuído para o âmbito educacional, sobretudo na compreensão e condução mais assertiva dos processos de aprendizagem musical. A partir dos subprocessos autorregulatórios, este artigo se propõe a trazer algumas discussões a partir de uma tese de doutorado que teve como objetivo principal investigar como estudantes engajados em orquestras infantojuvenis autorregulam suas práticas musicais e seu envolvimento na aprendizagem da memorização musical. Para isso, foram realizados dois estudos. O Estudo I foi uma survey que buscou dar uma visão macro sobre como músicos de orquestras infantojuvenis portuguesas e brasileiras (170 músicos entre 11 a 17 anos de idade) se envolvem na prática e na memorização musical. O Estudo II foi um estudo de caso exploratório, descritivo e explicativo que procurou compreender os processos autorregulatórios de aprendizagem na prática e memorização musicais (20 músicos entre 12 a 17 anos de idade). Os resultados apontam o envolvimento dos estudantes músicos ao escolherem, aplicarem e adaptarem as estratégias cognitivas necessárias no processo de suas práticas. Eles revelaram que, mesmo quando os jovens músicos desconhecem as estratégias de memorização empregadas por músicos experientes, algumas das estratégias que utilizam são semelhantes. Revelaram, ainda, lacunas existentes no ensino do treinamento autorregulatório em relação à prática e à memorização musicais.
The learning process requires engagement of the subjects in the different situations in which they are inserted. The singularities and subjectivities intertwined in these paths show the particularities and complexities that the learning process requires. When we teach how to perform a musical instrument, we cannot forget the demand that this activity requires, especially for students, namely, the development of various cognitive, metacognitive, motivational and behavioral skills. The theory of self-regulation from the socio-cognitive paradigm has been a contribution to the educational field, especially in the understanding and more assertive conduction of musical learning processes. Focusing on the self-regulatory sub-processes, this article proposes to bring some discussions from a doctoral study that had as main objective to investigate how students engaged in children’s orchestras self-regulate their musical practices and their involvement in the learning of musical memorization.
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