Artigo em periódico
Fonte: Revista da ABEM, ___(edição)___, 2017
Tecladistas de instrumentos eletrônicos: formação, atuação e identidades musicais
Maria Amélia Benincá de Farias
Palavras-chave
Resumo
Este artigo trata de compreender a formação, atuação e identidades musicais de tecladistas de instrumentos eletrônicos a partir de uma pesquisa realizada no mestrado. A metodologia escolhida para o trabalho foi o estudo de caso, na perspectiva de Yin (2001) e Stake (2001). O referencial teórico que fundamentou as análises realizadas dividiu-se em três eixos: a socialização e a socialização musical (Berger; Luckmann, 2014; Nanni, 2000; Setton, 2008, 2011), a tecnologia da música no contexto da educação musical (Challis, 2009; Cooper, 2009; Dillon, 2009; Field, 2009; Savage, 2009) e a identidade musical do tecladista (Hargreaves; Miell; Macdonald, 2002; O’Neill, 2002). Os resultados apontaram que são diversas as formas de ser e tornar-se tecladista e essas diferentes concepções são legitimadas pelas histórias que as formaram. Cabe à educação musical integrar-se a esses processos, reconhecendo o teclado eletrônico como instrumento musical legítimo, da musicalização à profissionalização.
Keyboardists of electornic instruments: education, career and musical identities
This study introduces a master’s research, finished in 2017, which pursued to understand the education, career and musical identities of keyboardists of electronic instruments. The chosen methodology was the case study, as proposed by Yin (2001) and Stake (2001). The theoretical framework that grounded the analyses was divided in three axes: the socialization and the musical socialization (Berger; Luckmann, 2014; Nanni, 2000; Setton, 2008, 2011), the technology of music in an educational context (Challis, 2009; Cooper, 2009; Dillon, 2009; Field, 2009; Savage, 2009) and the musical identities (Hargreaves, Miell; Macdonald, 2002; O’Neill, 2002). The data showed that there are many ways of being and become a keyboardist and those different conceptions about being a keyboardist are legitimized by the histories that built them. It is up to the music education to integrate itself to these processes, acknowledging the electronic keyboards as a legitimate musical instrument, from musicalization to professionalization.
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