Comunicação oral

Fonte: Encontro de Musicologia Histórica (UFJF), ___(edição)___, 2014

O consort de flautas doces nos tratados seiscentistas do instrumento: orientações para a interpretação musical

Amanda Alves Vieira, Paula Andrade Callegari

Resumo

Discorre-se sobre a prática musical em conjuntos de flautas doces, a partir de orientações advindas dos tratados musicais do século XVII. Trata-se de uma pesquisa que tem por objetivo geral identificar as contribuições destas fontes primárias para a interpretação musical nos dias de hoje e especificamente, descrever e comparar os conteúdos destes tratados, e refletir de que maneira os músicos atuais podem utilizar estes conhecimentos para aprimorar a interpretação do repertório deste período. A pesquisa, de caráter qualitativo, desenvolveu-se em três etapas a partir de procedimentos da análise de conteúdo. Na primeira etapa, procedeu-se ao levantamento dos tratados de flauta doce publicados no século XVII. A segunda etapa caracterizou-se pela descrição de cada um destes tratados separadamente. A partir desta descrição, procedeu-se à terceira etapa, quando foram definidas as seis categorias para a análise comparativa dos tratados: 1) instrumentarium; 2) ornamentação; 3) repertório; 4) articulação; 5) instruções gerais; e 6) tabelas de dedilhados. Este texto apresenta um recorte da primeira categoria de análise e se concentra nas orientações dos tratadistas acerca da interpretação da polifonia a quatro vozes em consorts de flautas doces. O texto inicia-se com uma introdução que situa os estudos sobre a música antiga. Em seguida, apresenta-se um panorama geral sobre os consorts de flautas doces. Depois, a prática musical neste tipo de conjunto instrumental é descrita e discutida segundo as orientações contidas nos tratados Syntagma Musicum (1619), de Michael Praetorius e Harmonie Universelle (1636), de Marin Mersenne. Por fim, apresenta-se uma leitura comparada destes dois tratados.

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