Artigo em periódico

Fonte: Revista Música, ___(edição)___, 2020

New Noises New Voices

Martina Raponi

Resumo

As an artist interested in Noise, and a CODA (child of deaf adults), I will tackle the issue of noise and counterculture from the entry point of deafness and un- cultured voices. In ableist societies the voice is a cultural product, and certain voices, perceived as “other”, flawed, “noisy”, can open up discourses related to shared sonic spaces, disruption, and inclusivity. Soundscape is here described as a social and political environment, and the bodies immersed in it are considered according to the entire spectrum of their capacities, beyond listening, in rhythm analytical terms. Soundscape, understood within the thresholds of audibility, expels, and rejects communities which carry the stigma of “handicap”, such as Deaf communities. This theoretical exercise is accompanied by examples from contemporary art and technological -historical references, pointing at “acts of silencing” and “acts of noising”, while underlining the value of “deviant” bodies as resistant bodies. The paper ends with the testimony of a Deaf dancer who used my writings to produce her last two shows. I will refer to the audiological deaf using the lowercase and capitalize the linguistic minority: Deaf. Despite being considered disabled, or deviant, Deaf bodies are the last example of countercultural agents in all -speaking and all-hearing ableist societies.

Novos ruídos, novas vozes

Como artista interessada em Noise e filha de pais surdos, abordarei a questão do ruído e da contracultura a partir da questão da surdez e das vozes não cultivadas. Nas sociedades de pessoas sem deficiências a voz é um produto cultural e certas vozes percebidas como “outras”, imperfeitas, “barulhentas”, podem gerar discursos ligados ao compartilhamento de espaços sonoros, perturbações e inclusões. Tomo a paisagem sonora como um ambiente social e político, e os corpos ali imersos são considerados para além da escuta, incorporando o espectro total de suas capacidades, em termos rítmico-analíticos. A paisagem sonora, entendida dentro dos limites da audibilidade, expele e rejeita comunidades que carregam o estigma da “deficiência” como é o caso da comunidade dos surdos. Este exercício teórico é acompanhado por exemplos de arte contemporânea e de referências histórico-tecnológicas, apontando para "atos de silenciamento" e "atos de ruído". Ao mesmo tempo, sublinha o valor de corpos "desviantes" como corpos que resistem. O artigo termina com o testemunho de uma dançarina surda que usou meus textos para produzir seus dois últimos trabalhos. Apesar de serem considerados deficientes ou desviantes, Surdos são um exemplo significativo de agentes contraculturais em sociedades plenamente habilitadas nas capacidades da fala e da escuta.

Seguir para site externo

Seu navegador será reencaminhado para a fonte do documento, porque o Amplificar não mantem cópias das referências. Caso o texto não seja carregado, por favor me notifique que ele está fora do ar e consulte sua disponibilidade no site oficial da fonte.