Artigo em periódico

Fonte: Diálogos Sonoros, ___(edição)___, 2023

Capacitismo e Psicofobia no ensino musical

Viviane Louro

Resumo

A sociedade brasileira é fruto do colonialismo e mantém certas estruturas atitudinais que hoje estão, cada vez mais, sendo evidenciadas e levadas à discussões e reformulações. Somos uma sociedade patriarcal, machista, heteronormativa, racista, capacitista e psicofóbica. No entanto, o capacitismo e a psicofobia (atitudes que demonstram preconceito às pessoas com deficiências e transtornos psiquiátricos/mentais) ainda são conceitos poucos discutidos em muitos âmbitos sociais, dentre eles, na área musical. Falar em inclusão na educação musical é uma coisa, falar em uma educação musical inclusiva anticapacitista e antipsicofóbica, é outra bem diferente. Portanto, o objetivo desse artigo é promover uma reflexão sobre como o capacitismo e a psicofobia se refletem no campo doensino da música. A metodologia utilizada é um ensaio, que consiste na exposição das ideias e pontos de vista do autor sobre determinado tema, em diálogo com a bibliografia vigente. Com esse artigo, espera-se contribuir para a expansão das discussões sobre o tema em questão, bem como ajudar a incentivar a criação de propostas inovadoras que ajudem a construir novos caminhos musicais sob a perspectiva anticapacista e antipsicofóbica.

Capacitism and Psychophobia in music teaching

Brazilian society is the result of colonialism and maintains certain attitudinal structures that today are increasingly being highlighted for discussions and reformulations. We are a patriarchal, sexist, heteronormative, racist, capableist and psychophobic society. However, ableism and psychophobia (attitudes that demonstrate prejudice towards people with disabilities and psychiatric/mental disorders) are still concepts that are rarely discussed in many social spheres, among them, in the musical area. Talking about inclusion in music education is one thing, talking about an anti-capacitative and anti-psychophobic inclusive music education is quite another. Therefore, the objective of this article is to promote a reflection on how ableism and psychophobia are reflected in the field of music teaching. The methodology used is an essay, which consists of exposing the author's ideas and points of view on a given topic, in dialogue with the current bibliography. With this article, it is hoped to contribute to the expansion of discussions on the subject in question, as well as to help encourage the creation of innovative proposals that help to build new musical paths from an anti-capacitance and anti-psychophobic perspective.

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