Comunicação oral
Fonte: Simpósio Brasileiro de Pós-Graduandos em Música, ___(edição)___, 2016
Arquitetura do Som: Construção autônoma e protagonista desde os primeiros passos com o violino
Sheyla Yassue Yatsugafu
Palavras-chave
Resumo
Considerando o conceito de arquitetura contextualizado à realidade do processo de ensino-aprendizagem do violino; os quatro pilares da educação da Unesco: aprendendo a saber, a fazer, a conviver e a ser; assim como os sete saberes necessários à educação do futuro de Edgard Morin, também com os critérios da Unesco; e a autonomia, o protagonismo, mais os valores preconizados por Paulo Freire; é proposto no presente artigo a arquitetura do som. Desde o início do processo, o aprendiz é colocado na posição de ator, participando e interagindo nas atividades, pois as propostas fazem parte de seu universo e são elaboradas para este fim, organizado na forma de zoológico com animais e brincadeiras. A ideia do formato desta organização se deu para que o planejamento – exercícios preliminares ao som e execução violinística em si – a execução (toque do violino) e a auto avaliação sejam orgânicos, fazendo analogia ao funcionamento de um zoológico, no qual a atenção e cuidados em cada uma das partes e no todo fazem a retroalimentação do processo para que ele seja saudável, sustentável e prazeroso ao praticante. São propostos exercícios com nomes de animais e suas ações: fazer a forma do cachorro com a mão direita e movimentos para imitar o latir, o farejar e a mordida do osso. Enfim, busca-se a melhor abordagem à iniciação musical e violinística no imaginário coletivo comum, com elementos para que ela ocorra sem que se necessite passar por abismos profundos, distanciamentos desnecessários ao processo. Ao contrário, busca na multi e interdisciplinaridade inerentes à música o gozo da atividade de aprender. E fundamental ter como premissa: ensinar é um ato de amor e amar.
Architecture of Sound: Autonomous and Protagonist Construction Since the First Steps with the Violin
Considering the concept of architecture contextualized to the violin learning process reality; the four pillars of learning, by UNESCO: learning to know, to do, to live together and to be; as well as the seven complex lessons in education for the future by Edgard Morin, also by criteria of UNESCO; and autonomy, protagonism, plus the values precognised by Paulo Freire; it is proposed in this article the architecture of sound. From the beginning of the process, the student is placed in the acting position, participating and interacting in activities, because the proposals are part of his universe and are developed for this purpose, organized in a form of a zoo with animals and games. The idea for the format of this organization was given to the planning - Preliminary exercises without sound and violinistic execution itself - execution (Violin playing) and self evaluation to be organic, as well as the zoo in which the attention and care in each part and the whole of it makes the feedback process so that it is healthy, sustainable and joyful for the player. There are exercises with animal names and their actions: doing the dog shape with the right hand and the movements to mimic the bark, the smell and bone bite. Finally, looking forward the best approach to the musical and violin initiation in the common collective imaginary, with elements to occur without the need of going into gaps, unnecessary distances of the process. Instead, search on multi and interdisciplinarity inherent aspects in music for enjoyment of the learning activity. And fundamental as premise: teaching is an act of love and to love.
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