Artigo em periódico
Fonte: Musica Theorica, ___(edição)___, 2017
A Narrative of Dreams: Chopin’s Polonaise-Fantaisie
Michael L. Klein
Resumo
This essay discusses Chopin’s Polonaise-Fantaisie from a narrative point of view, arguing that in addition to considering musical narrative as a study of affective logic, it also requires a consideration of cultural ideas at play in the music. The essay argues that in the Polonaise-Fantaisie one of the cultural oppositions involves dreaming vs. doing. This polonaise has difficulty maintaining the proper military (doing) aspect common to the genre, often falling into sections that signify dreaming. For example, a nocturne appears in the middle of the work, and various interruptions of the polonaise theme pull it away from its significations of action. The essay discusses the double apotheosis of the polonaise and nocturne themes, arguing that the work is making a statement about how dreaming and acting must come together for action to be meaningful. The essay concludes by detailing how the Polonaise-Fantaisie can prompt us to reconsider modern subjectivity, since the sections about dreaming point to a growing sense of our inner life, which was a growing concern in the nineteenth-century.
Uma Narrativa de Sonhos: a “Polonaise-Fantasia” de Chopin
Este ensaio discute a Polonaise-Fantasia de Chopin de um ponto de vista narrativo, argumentando que, além de considerar a narrativa musical como um estudo de lógica afetiva, ela também requer que se considere as ideias culturais em jogo na música. O ensaio argumenta que na Polonaise-Fantasia uma das oposições culturais envolvidas é o “sonhar” versus o “fazer”. Esta polonaise tem dificuldade de manter seu aspecto militar correto (“fazer”) comum ao gênero, e frequentemente recai em seções que significam estar sonhando. Por exemplo, um noturno aparece no meio da obra, e várias interrupções da polonaise impulsionam-na para longe das significações de ação. O ensaio discute a dupla apoteose dos temas da polonaise e do noturno, argumentando que a obra faz uma asserção sobre como “sonhar” e “fazer” devem vir juntos para que a ação tenha sentido. O ensaio termina detalhando como a Polonaise-Fantasia pode nos dispor a reconsiderar a subjetividade moderna, uma vez que as seções sobre “sonhar” apontam para uma crescente consciência da vida interior, uma preocupação marcante no século dezenove.
Seu navegador será reencaminhado para a fonte do documento, porque o Amplificar não mantem cópias das referências. Caso o texto não seja carregado, por favor me notifique que ele está fora do ar e consulte sua disponibilidade no site oficial da fonte.