Artigo em periódico
Fonte: Revista Vórtex, ___(edição)___, 2015
É permitido proibir: a práxis sonora da pacificação
Alexandre Dias da Silva, Alice Emery, Elza Maria Cristina Laurentino de Carvalho, Jaqueline Calazans, Juliana Catinin, Matheus Nogueira Pessoa, Naiane Santos da Silva, Rodrigo Heringer, Samuel Araujo, Sinesio Jefferson Andrade Silva, Sterre Gilsing
Palavras-chave
Resumo
O artigo reflete sobre os impactos da implantação das assim chamadas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) em áreas favelizadas da cidade do Rio de Janeiro e, em particular, sobre práticas e eventos musicais e públicos aos mesmos relacionados, em um conjunto específico de favelas, a Maré. Para tal, entrecruza a análise de bibliografia selecionada e os resultados de pesquisas de campo junto a MCs, DJs e produtores de eventos, antes e depois do início da ocupação militar da Maré, com vistas à implantação de UPPs na região. Conclui-se que, seguindo tendências imemoriais de clientelismo e assistencialismo que encobrem padrões de autoritarismo, alienação e extermínio de setores percebidos como vulneráveis a uma sociedade desigual, as referidas políticas públicas reproduzem ou reforçam estereótipos culturais associados às classes perigosas e abrem caminho a "leis" de exceção em torno de práticas musicais, solapando fundamentos básicos a um Estado democrático e de direitos.
It is allowed to prohibit: the sound praxis of pacification?
The article reflects upon the impact of the so-called Pacifying Police Units (UPPs) in favela areas of Rio de Janeiro, and in particular on musical practices and events, in a specific set of favelas, Maré. To that end, as well as their related public relates an analysis of a selected literature to that of the results fieldwork with MCs, DJs and event producers, before and after the beginnings of the military occupation of Maré aimed at the establishment of an UPP in the area. It concludes that, following a long-standing tendency towards clentelism and assistencialism overshadowing patterns of authoritarianism, alienation, and exermination of sectors perceived as vulnerable of an unequal society, the referred public policy either reproduces or reinforces cultural stereotypes associated with the dangerous classes, and open ways to exception "laws" around musical practices, harming the most basic democratic foundations of a constitutional State.
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