Artigo em periódico

Fonte: MusiMid: Revista Brasileira de Estudos em Música e Mídia, ___(edição)___, 2022

Videoclipe na era do streaming: Traços e tendências de uma “estética Hot Wheels” a partir de Saoko, de Rosalía

Jhonatan Alves Pereira Mata, Marcos Vinicius de Brito Amato

Resumo

Frenesi de edição, propostas técnicas e discursivas híbridas e exaltação ao artista protagonista são traços centrais de uma “estética do videoclipe” (Soares, 2013). Na era do streaming, essas características se potencializam. E estabelecem, segundo nossa hipótese, uma “estética Hot Wheels”, na qual artistas, cenários e composições musicais se rendem a uma linguagem automotiva pautada na presença de veículos, espaços urbanos, publicidade infantil e velocidade. Por meio da análise da materialidade audiovisual (Coutinho, 2016) e tomando como estandarte o álbum visual MOTOMAMI e, especificamente,o videoclipe da faixa Saoko, de Rosalía, identificamos propostas de narrativas audiovisuais que evocam mitos clássicos (Caillois, 1988). Que resistem ao tempo e às diferentes sociedades que o consomem, em dinâmica semelhante à do próprio videoclipe ao longo de sua existência e da persistência em múltiplas telas contemporâneas.

The music video in the streaming era: Traits and trends of a “Hot Wheels aesthetic” based on Saoko, by Rosalía

Editing frenzy, hybrid technical and discursive proposals and exaltation of the leading artist are central features of an “aesthetics of the music video” (Soares, 2013). In the age of streaming, these characteristics are potentiated. And they establish, according to our hypothesis, a “Hot Wheels aesthetic”, in which artists, sets and musical compositions surrender to an automotive language based on the presence of vehicles, urban spaces, children's advertising and speed. Through the analysis of audiovisual materiality (Coutinho, 2016) and taking as a banner the visual album MOTOMAMI and, specifically, the video clip of the track Saoko, by Rosalía, we identified proposals for audiovisual narratives that evoke classic myths (Caillois, 1988). That resist time and the different societies that consume it, in a dynamic similar to that of the video clip itself throughout its existence and persistence on multiple contemporary screens.

Seguir para site externo

Seu navegador será reencaminhado para a fonte do documento, porque o Amplificar não mantem cópias das referências. Caso o texto não seja carregado, por favor me notifique que ele está fora do ar e consulte sua disponibilidade no site oficial da fonte.