Artigo em periódico

Fonte: OPUS, ___(edição)___, 2016

Versões, improvisos, rearranjos da música de protesto brasileira na marcha da arte engajada da década de 1960

André Domingues dos Santos

Resumo

Este estudo investiga as tensões da aliança entre músicos populares e intelectuais eruditos na arte politicamente engajada surgida no CPC-UNE (Centro Popular de Cultura da União Nacional dos Estudantes), no início da década de 1960, e depois estendida aos meios de comunicação massivos, sobretudo na forma do que ficou conhecido como música de protesto, a partir das atuações de Carlos Lyra, Nara Leão, Geraldo Vandré, Edu Lobo e outros artistas. O propósito comum de superação do capitalismo através dos meios massivos de comunicação não resume os interesses em jogo nessa aliança e, ainda por cima, contribui para silenciar os conflitos entre os dois grupos. A percepção dos diferentes lugares ocupados por um e outro se revela, decisivamente, na comparação entre as relações que estabeleceram durante governo democrático de João Goulart e depois do golpe civil-militar de 1964.

Versions, Improvisations, and Rearrangements of Brazilian Protest Music in the March of Engaged Art in 1960s

This study investigates the tensions in the alliance between popular musicians and intellectuals in relation to the politically engaged art that emerged in the 1960s at the CPCUNE (Popular Culture Center of the National Student Union) and extending to the mass media, especially in the form known as “protest music” through works by Carlos Lyra, Nara Leão, Geraldo Vandré, Edu Lobo and other artists. The common purpose of overcoming capitalism through mass media does not epitomize the interests at stake in this alliance, and, moreover, contributes to silence the conflict between the two groups. The roles played by one and the other are revealed, decisively, comparing the relationships established during the democratic government of João Goulart and after the civil-military coup of 1964.

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