Comunicação oral
Fonte: Simpósio Internacional de Cognição de Artes Musicais, ___(edição)___, 2013
Uma abordagem sistêmica em música
Amanda Veloso Garcia
Palavras-chave
Resumo
Muitas são as dificuldades que encontramos ao tentar compreender culturas diferentes da nossa. Ao tentar entender as diferentes práticas musicais, e os processos cognitivos e significativos que lhes acompanham, podemos acabar por lhes impor nossos próprios significados ou por não abarcar a sua real complexidade. Dessa forma, diversos autores ligados a práticas etnomusicológicas de análise se dedicaram a pensar estes problemas. Diante de tais preocupações, neste trabalho, pretendemos apresentar a possibilidade de a análise musical ser entendida a partir do “pensamento complexo” nos moldes em que é apresentado por Edgar Morin. Apresentaremos também alguns pontos centrais da perspectiva ecológica de James J. Gibson: a hipótese do Princípio de Mutualidade, e os conceitos de affordances, invariantes e nicho. Acreditamos que tais conceitos se constituem de ferramentas adequadas para identificar padrões culturais distintos. Desse modo, pretendemos mostrar o quanto uma abordagem sistêmica da análise musical permite compreender melhor não apenas a música e seus significados, mas principalmente os próprios organismos e seu contexto. As práticas musicais de diferentes culturas decorrem de elementos que identificam estas, acreditamos que uma abordagem sistêmica em música proporcionará compreender os sistemas em que estas se inserem bem como os organismos que as praticam e elementos de seu contexto. Defendemos que este tipo de análise pode enriquecer a compreensão dos elementos característicos que identificam tais nichos culturais e permitir olhar para nossos próprios nichos musicais com outros olhos.
A Systemic Approach in Music
There are many difficulties we encounter when trying to understand cultures different from our own. When trying to understand the different musical practices, and the significant processes that accompany these, we can eventually impose our own meanings to these or not include their real complexity. Therefore, several authors have related the practice ethnomusicological analysis devoted themselves to think these problems. The face of such concerns, in this paper, we intend to present the possibility of musical analysis be understood from the "complex thinking" in the way it is presented by Edgar Morin. We will also present some central points of the ecological perspective of James J. Gibson: the hypothesis of the Principle of Mutuality, and the concepts of affordances, invariants and niche. We believe that these concepts are appropriate tools to identify distinct cultural patterns. We intend to show how a systemic approach to music analysis allows not only better understand the music and its meanings, but also the organisms and its context. The musical practices of different cultures derive from elements that identify them, we believe that a systemic approach to music will provide understanding the systems in which they insert as well the organisms and elements of context. We argue that this type of analysis can enrich our understanding of the characteristic elements that identify such cultural niches and allow to look at our own musical niche with new eyes.
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