Artigo em periódico
Fonte: Revista Música, ___(edição)___, 2019
Tópicos tropicais: Imaginário e exotismo na obra de Villa-Lobos
Heloísa de Araújo Duarte Valente
Palavras-chave
Resumo
Se a música “não quer dizer nada”, como preconizou Stravinsky, é intenção do(s) seu(s) compositor(es) e ouvintes que ela esteja sempre vinculada a implicações semânticas. Não sendo possível empreender uma extensa discussão teórica sobre o tema, limitamo-nos a abordar alguns processos de formulação semântica por relações de analogia. Para tanto, servimo-nos das categorias de Charles S. Peirce (cf. Vaz, 2007), a musemática de Philip Tagg (2018) e os estudos de Norval Baitello sobre iconofagia (2005; 2014), partir dos exemplos do Prelúdio (da Bachianas nº 4); as partes corais masculinas da Floresta do Amazonas (Abertura; Caçadores de cabeças), O Trenzinho do Caipira (da Bachianas nº 2), comentados por musicólogos, músicos e o próprio Villa-Lobos. Concluímos, a partir da leitura de Lotman (1981), que a semântica musical se constrói e se repousa a partir de uma ‘memória comum’ de uma coletividade cultural. Tal memória é capaz de gerar novos textos. A obra de Villa-Lobos o atesta muito claramente.
Tropical Topics: Imaginary and exoticism in Villa-Lobos works
If music “means nothing”, as Stravinsky advocated, it is the intention of its composer (s) and listeners to always be bound by semantic implications. Since it is not possible to undertake an extensive theoretical discussion on the subject, we limit ourselves to address some processes of a semantic by analogical relations. To this purpose, we adopt the categories of Charles S. Peirce (cf. Vaz, 2007), Philip Tagg’s musematic theory (2018) and Norval Baitello’s studies on iconophagy (2005; 2014). The selected examples are the Prelude (from Bachianas No. 4); the male choral parts of the Amazon Forest (Ouverture; Headhunters), The Little Train of the Caipira (from Bachianas, nº 2), commented by musicologists, musicians and Villa-Lobos himself. We conclude from Lotman’s theory (1981) that musical semantics is built and based on a 'common memory' of a cultural community, and this memory is able to generate new texts. Villa-Lobos works attest this very clearly.
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