Artigo em periódico

Fonte: Revista Música, ___(edição)___, 2015

The Sound of Phantasia in Motion: Musical Imagination from Aristotle to Zarlino

Giuseppe Gerbino

Resumo

Ambiguously poised between composition and improvisation, works designated as fantasia in the sixteenth century thrived on the imaginative power of virtuoso performers. Or so the term would seem to suggest: it is not immediately clear in what sense this music should be understood and singled out as the product of the imagination. Isn’t music, any kind of music, the product of the imagination? What idea of imagination was this particular kind of music meant to represent? Drawing on the Aristotelian doctrine of the internal senses, this essay explores the relationship between fantasia as a musical process and sixteenth-century notions of fantasia as a mental process. From our vantage point in history, fantasia offers a rare opportunity to observe a cultural and musical practice aimed at translating the workings of the mind into a sensible object, which the perceiving subject can then (re)experience as a representation of his own inner life, in the way he himself imagines it.

Ambiguamente posicionada entre a composição e a improvisação, as obras designadas como fantasia floresceram no poder imaginativo dos intérpretes virtuosos durante o Século XVI. Ou assim o termo pareceria sugerir: não nos fica claro de imediato em que sentido essa música deveria ser entendida e distinguida como o produto da imaginação. Não seria a música, qualquer tipo de música, o produto da imaginação? Que ideia de imaginação deveria representar esse tipo específico de música? Com base na doutrina aristotélica dos sentidos internos, este ensaio explora a relação entre fantasia como um processo musical e a noção quinhentista de fantasia como um processo mental. A partir do nosso ponto de vista histórico, a noção de fantasia oferece uma rara oportunidade de observar uma prática cultural e musical que visa traduzir o funcionamento da mente em um objeto sensível, a qual o sujeito percipiente pode, então, (re)experimentar como uma representação de sua própria vida interior, na forma como ele a imagina.

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