Artigo em periódico
Fonte: Musica Theorica, ___(edição)___, 2019
The Medial Caesura Declined in Schubert’s Sonata-Form Expositions
Gabriel Navia
Palavras-chave
Resumo
The medial caesura (MC) is a mid-expositional break that divides a sonata-form exposition into two parts. It acts as a tonal and formal proposition, a suggested plan of action that, to be accepted, requires a convincing S-candidate and a key other than the tonic. Failure to launch any of the typical S-opening types or to move away from the tonic after the MC may indicate that the proposed gesture is being retrospectively declined, as if the subsequent music were unable, or perhaps refused, to move past the MC effectively. This situation often results in the reopening of pre-MC space, suggesting a return to either P or TR and an eventual articulation of a new, rhetorically stronger MC. In this paper, I investigate Schubert’s handling of declined MCs within sonata expositions, demonstrating how the strategy’s formal and expressive outcomes may be directly associated with a given MC pair. I examine four different declined/accepted MC pairs, organized as follows: 1) a declined Classical MC is followed by another Classical MC; 2) a declined MC in a non-normative key is followed by a Classical MC; 3) a declined Classical MC is followed by an MC in a non-normative key; and 4) a declined MC in a non-normative key is followed by an MC in the same key or in another non-normative key. The conclusion shows that declined/accepted pairs involving tonally unconventional MCs often implicate formal and tonal complications that require some kind of correction or compensation, resulting, for instance, in a multimodular S, a modulatory CF, or a direct motion to the EEC. Interestingly, even when dealing with the Classical/Classical pair, Schubert constantly avoided the Classical deployment sequence, experimenting with innovative strategies that impacted the exposition’s layout in some way. It seems that, in Schubert, the declined-MC strategy exceeds its inherent rhetorical (and coloristic) function, frequently incorporating structural significance.
A Cesura Medial Recusada nas Exposições de Obras emForma Sonata de Schubert
A cesura medial (MC) é uma articulação formal que divide a exposição da forma sonata em duas partes. Ela age como uma proposta tonal e formal, um plano de ação que para ser acatado depende da introdução deum tema capaz de assumir a função de tema secundário (S-theme) e de uma tonalidade que não a inicial. O não cumprimento de ao menos um desses requerimentos pode sugerir a recusa retrospectiva da proposta apresentada pela MC. Situações como esta implicam, em geral, na reabertura do espaço pré-MC, sugerindo um retorno ao tema primário (P) ou à transição (TR) e uma eventual articulação de uma nova MC, retoricamente mais acentuada. Neste artigo, investigo a forma como Schubert manuseia cesuras mediais recusadas (declined MCs) nas exposições de suas obras em forma sonata, demonstrando como as consequências formais e expressivas derivadas do uso desta estratégia estão diretamente associadas a um par de MCs específico. Examino quatro pares de MCs recusada/aceita, organizados da seguinte maneira: 1) MC Clássica recusada seguida por MC Clássica aceita; 2) MC em uma tonalidade não-convencional recusada seguida por MC Clássica aceita; 3) MC Clássica recusada seguida por MC aceita em uma tonalidade não-convencional; e 4) MC recusada seguida por MC aceita, ambas em tonalidades não-convencionais. A conclusão demonstra que pares envolvendo MCs em tonalidades não-convencionais, na maioria dos casos, implicam em complicações formais e tonais que requerem algum tipo de correção ou compensação, resultando, por exemplo, em uma zona temática secundária multimodular, um preenchimento de cesura modulante, ou mesmo a evitação da MC por meio de um movimento direto à EEC. É interessante notar que, mesmo ao manusear o par que envolve duas MCs Clássicas, Schubert evita constantemente a ordem crescente de articulação cultivada no fim do século XVIII, provando estratégias inovadoras que afetam a organização da exposição de alguma forma. Pode-se afirmar que, em Schubert, a MC recusada excedesua função retórica (e colorística), frequentemente incorporando um significado estrutural.
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