Artigo em periódico
Fonte: Musica Theorica, ___(edição)___, 2022
Teleologia das disciplinas de contraponto e harmonia
Marcio Spartaco Nigri Landi
Palavras-chave
Resumo
Não obstante a quase ausência, entre os discentes, de conhecimentos prévios sobre os quais se possa ancorar e subsumir os preceitos da polifonia, reconhece-se nela as potencialidades para agregar e despertar valores relacionados à composição musical, à percepção e à compreensão das estruturas. Com efeito, esse parece ser o grau máximo de abrangência e de envergadura epistêmica que se pode esperar da disciplina de contraponto nos cursos de graduação. Para a integração das disciplinas harmonia e contraponto as questões de natureza epistemológica, e didática propriamente dita, esclarecem quais sejam os critérios para a sustentação científica de determinada disciplina e a forma como os conhecimentos fundamentais são privilegiados e organizados em métodos de aprendizagem apresentados na forma de manuais. Se o fim último é reintegrar essas disciplinas no currículo e religar seus conteúdos com a experiência dos nossos novos aprendizes será benéfico que isto seja intermediado pelo escrutínio das teorias cognitivas em resposta às questões que envolvem os processos de assimilação e retenção de conhecimentos. Este artigo vale-se das teorias cognitivas de Gérard Vergnaud (Teoria dos Campos Conceituais), Bob Gowin (Vê Epistemológico) e David Ausubel (Teoria da Aprendizagem Significativa).
Teleology of the Disciplines of Counterpoint and Harmony
Despite the near absence, among students, of prior knowledge on which to anchor and subsume the precepts of polyphony, it is recognized that it has the potential to add and awaken values related to musical composition, perception and the understanding of structures. Indeed, this seems to be the maximum degree of span and epistemic stature that can be expected from the discipline of counterpoint in undergraduate courses. For the integration of the disciplines harmony and counterpoint, the epistemological and didactic nature issues clarify what the criteria are for the scientific support of a certain discipline and the way in which fundamental knowledge is privileged and organized in learning methods presented in the form of manuals. If the ultimate aim is to reintegrate these disciplines into the curriculum and reconnect their content with the experience of our new learners, it will be beneficial if this is mediated by the scrutiny of cognitive theories in response to questions involving the processes of assimilation and retention of knowledge. This article draws on the cognitive theories of Gérard Vergnaud (Theory of Conceptual Fields), Bob Gowin (Epistemological Vee) and David Ausubel (Theory of Meaningful Learning).
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