Artigo em periódico

Fonte: Musica Theorica, ___(edição)___, 2021

Sinais dos tempos a crítica musical de Adorno e o jazz negro de Mingus

Gabriel Sampaio Souza Lima Rezende

Resumo

É muito provável que Adorno nunca escutou Mingus, e que Mingus nunca leu Adorno. Este se interessou, antes, pelo jazz como fenômeno de massa, enquanto o primeiro buscava maneiras para sair dele. As críticas de Adorno ao jazz são bem conhecidas. Os principais textos nos quais elas se expressam compreendem um intervalo de 25 anos. Dentre eles está “Moda intemporal: sobre o jazz” (1953), publicado num momento em que a trajetória de Charles Mingus dá uma guinada em direção a criação de novas formas de atuação. Aproveito essa convergência à distância para aproximá-los e, com as chispas que a fricção de suas ideias produzem, tento iluminar os sinais dos tempos.

Signs of times: Adorno's music criticism and Mingus's black jazz

It is likely that Adorno never listened to Mingus's music, and that Mingus never read Adorno's writtings. The latter was interested, rather, in jazz as a mass phenomenon, while the former tried ways to get out of it. Adorno's criticism of jazz are well known. The main texts in which it is expressed comprise a span of 25 years. Among them is "Timeless fashion: on jazz" (1953), published when the trajectory of Charles Mingus turns towards new forms of acting. I take advantage of this convergence at a distance to bring them closer and, with the sparks produced by the friction of their ideas, try to illuminate the signs of the times.

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