Comunicação oral
Fonte: Congresso Internacional da ABRAPEM, ___(edição)___, 2019
Renúncia ao sacrifício – uma perspectiva de profundidade de conexões na virtuosidade artística em The Complete Piano Etudes de Philip Glass
Letícia Fais
Palavras-chave
Resumo
Em 2014, Philip Glass publicou The Complete Piano Etudes. Uma vez que um Estudo pode ser um gênero composicional com intenções pedagógicas e de performance pública, levanta-se a discussão do conceito de virtuosidade para esta obra em oposição ao conceito de virtuosidade mais comum na música do Romantismo. Seguindo a metodologia de uma pesquisa ação, a prática da pesquisadora é explorada para contribuição ao campo de conhecimento. Elementos da filosofia budista tibetana, apontada por Glass como uma influência em sua obra, são utilizados para as reflexões. Nota-se que a construção da performance considerando princípios como a não-violência, a impermanência, a valorização da coletividade e a cocriação, possibilita perceber a virtuosidade na obra de Glass como um meio de exploração e intensificação da concentração, da habilidade de foco e das conexões da ideia musical com o corpo do pianista, do pianista com o instrumento e do pianista com o som. Essa forma de virtuosidade é mostrada como exatamente oposta ao sacrifício heroico associável à virtuosidade romântica de percepção do músico como sobre-humano, uma igura quase mítica em seus esforços artísticos e desconexa da sociedade.
The renounce of sacrifice - a vision of profound connections concerning artistic virtuosity in Philip Glass’s The Complete Piano Etudes
Philip Glass published The Complete Piano Etudes in 2014. Once an Etude may be considered as a compositional gender with pedagogical and performatic motivations, the concept of virtuosity is discussed comparing Glass's music and performances during the Romantic Era. The Methodology used is of a performative research, as the experience of the researcher is explored to contribute to knowledge in the piano music field. As Glass points Tibetan Buddhism as an influence in his music, elements of this philosophy are used here for discussion. Buddhists principles, such as non- violence, impermanence and co-creation makes possible to perceive virtuosity in Glass's work as a way of intensifying the ability to focus and the connections between musical idea and body, pianist and instrument, and pianist and sound. This kind of virtuosity is pointed here as exactly the opposite of that in Romantic period, which valued the musician as superhuman, a mythical figure, unconnected to the society and prone to sacrifices.
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