Comunicação oral

Fonte: Simpósio Brasileiro de Pós-Graduandos em Música, ___(edição)___, 2014

Reelaborações para violão da obra Bachiana: análise das versões de Franscisco Tárrega e Pablo Marquez da Fuga Bwv1001

Sérgio Vitor de Souza Ribeiro

Resumo

A música de Johann Sebastian Bach foi introduzida no repertório violonístico pelo espanhol Francisco de Asís Tárrega Eixea (1852-1909), em 1907 ao publicar a Fuga da Sonata I para Violino Solo BWV1001. Desde então, a música bachiana não saiu mais do repertório do violão, na medida em que os grandes intérpretes do instrumento, como Llobet, Pujol, Segovia e seus discípulos, inseriam suas transcrições nos concertos e exploravam novas obras do mestre barroco. No presente artigo analisamos duas reelaborações para violão da Fuga BWV1001, realizadas em um intervalo de aproximadamente 100 anos por Tárrega e pelo violonista argentino Pablo Marquez (1967). Para isso, utilizamos como parâmetros as terminologias apresentadas por Flavia Pereira relacionadas às práticas de reelaboração, e as abordagens utilizadas pelos autores Philip Hii, Nicolas Goluses, Stanley Yates e Pedro Rodrigues. Nosso objetivo foi apontar as diferentes técnicas de reelaboração realizadas pelos arranjadores e responder questões, como: em qual das práticas de reelaboração as versões se enquadram? Quais as principais influências sofridas pelos arranjadores em suas versões? Quais os recursos disponíveis a cada um deles? Suas premissas são divergentes? Quais as lições que podemos tirar a partir dos resultados obtidos? Finalmente, dentro dos parâmetros apresentados por Pereira, concluímos que a reelaboração musical de Tárrega pode ser classificada como ‘transcrição’, enquanto a de Marquez como ‘idiomatização’.

Re-elaborations for Guitar of the Work by Bach: Analysis of the Versions of Francisco Tárrega and Pablo Marquez of the Fuga BWV1001

The music of Johann Sebastian Bach was introduced into the violinistic repertoire by the Spanish Francisco de Asís Tárrega Eixa (1852–1909) in 1907 at the time he published the Fuga da Sonata I for Violin Solo BWV1001. Thenceforth, the Bach’s music hasn't left the guitar repertoire anymore, while the great interpreters of this instrument have used its transcriptions in concerts and have explored new Works of the Baroque master, like Llobet, Pujol, Segovia. In this article we have analyzed two re-elaborations for guitar of the Fuga BWV1001, made at an interval of about 100 years by Tarrega and by the Argentine guitarist Pablo Marquez (1967). For this, we have used the terminologies, presented by Flavia Pereira which are related to the practice of musical re-elaboration, as parameters, and also the approaches used by authors Philip Hii, Nicolas Goluses, Stanley Yates and Pedro Rodrigues. Our goal is to point out the diferent techniques of re-elaboration, performed by the arrangers, and to answer questions such as: in which of the practices of re-elaboration do the versions fit? What are the main influences suffered by the arrangers in their versions? What are the resources which are available to each of them? Are their assumptions different? What moral can we infer from the results that were gotten? Finally, within the parameters presented by Pereira, we conclude that the musical re-elaboration of Tárrega can be classified as 'transcription', while the re-elaboration of Marquez can be classified as 'idiomatização'.

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