Artigo em periódico

Fonte: Revista Brasileira de Música, ___(edição)___, 2020

Rastros de um processo colaborativo entre compositor e performer/intérprete na criação da ópera experimental Helena e seu ventríloquo

Doriana Mendes, Daniel Quaranta

Resumo

O presente texto tem o intuito de pensar e analisar o processo de colaboração entre Doriana Mendes e Daniel Quaranta na criação da ópera experimental Helena e seu ventríloquo (2019). A ópera eletroacústica consta de uma introdução e sete atos, com vídeo e som projetado em um sistema multicanal octofônico. A duração da obra é de 60 minutos. A música e o roteiro foram escritos por Daniel Quaranta. Toda a dramaturgia, a cena ao vivo e no estúdio, conjuntamente com a produção visual do vídeo, foram realizadas pelo duo com a colaboração de Aurélio Oliosi na câmera e Ricardo Vieira na edição do vídeo e masterização do produto final. Neste artigo, apresentamos um relato da experiência de criação em colaboração. Isso implica em aceitar a coautoria desta obra (Mendes-Quaranta), dado que, da maneira como foi realizada, só se pôde chegar ao fim, pelo fato de trabalhar com um método de parceria construtiva, no qual nenhuma das partes foi independente da outra. Essa “trama rizomática” (diálogo, ensaio, discussão, testes, falhas, acertos, reflexão, etc.), foi o que possibilitou essa horizontalidade no processo criativo de natureza transdisciplinar. A dupla de criadores percebeu em tal processo, que o funcionamento prático para a construção da obra como tal se alicerçou nos saberes e habilidades específicas de ambos, o que propiciou a expansão dos limites estabelecidos tradicionalmente na interface compositor-intérprete.

This text aims to think and analyze the collaborative process between Doriana Mendes and Daniel Quaranta in the creation of the experimental electroacoustic opera Helena and her Ventriloquist (2019). The opera consists of an introduction and seven acts, with video and sound projected through a multichannel octophonic system. The duration of the work is 60 minutes. The music and script were written by Daniel Quaranta. The dramaturgy, including the live scenes and the ones recorded in the studio plus the visual production of the video, were made by the duo with the collaboration of Aurélio Oliosi on camera and Ricardo Vieira in the video editing and mastering of the final product. In this article, we present an account of the collaborative creative experience. This implies accepting the co-authorship of this work (Mendes-Quaranta), through a method of “constructive partnership” in which neither part was independent of another. This “rizhomatic plot” (dialogue, rehearsal, discussion, tests, failures, hits, reflection etc.) enabled the creative horizontality of a transdisciplinary process. The creative collaborators noticed that in order to establish the practical construction of the aesthetic object it was necessary to join the knowledge and specific skills of both which amplified the traditional creative boundaries of the composer-interpreter interface.

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