Comunicação oral

Fonte: Encontro Internacional de Música e Mídia, ___(edição)___, 2014

Que viva Villa! – Os Corridos como narrativa da Revolução

Marco Antonio Bin

Resumo

Em dezembro de 1914, enquanto a Europa mergulhava em plena convulsão militar, do outro lado do Atlântico se encontrava no auge uma revolução camponesa, cujos líderes Francisco Villa e Emiliano Zapata, respectivamente do Norte e do Sul, encontravam-se na capital, para dar andamento à Convenção que pretendia mudar a política mexicana. Este trabalho pretende apresentar a importância e a significação política de um deles, Francisco “Pancho” Villa, no processo da mobilização das forças camponesas, tomando como objeto a narrativa dos corridos villistas, peças literárias populares e anônimas “escritas sob o amparo das sombras e propagadas sotto voce” (Flores, apud Mendoza, 1956, p.9) que retratam os feitos da Revolução e de seu herói, e que durante sete anos (1910-1917) capitalizou os ânimos do país. De acordo com Octavio Paz, “a Revolução (foi) um excesso e um gasto, um chegar aos extremos, um estouro de alegria e desamparo, um grito de orfandade e de júbilo, de suicídio e de vida, tudo misturado” (Paz, 2006-p.134). Como metodologia, serão analisadas as letras dos corridos mais conhecidos, interpretados por Los Alegres de Terán, Los Cadetes de Linares, Los Tremendos Gavilanes, Amparo Ochoa, dentre outros, disponíveis nas redes sociais, relacionando com o contexto em que surgiram a partir de textos acadêmicos (Vicente Mendoza e Octavio Paz), jornalísticos (John Reed) e literários (Mariano Azuela, Carlos Fuentes).

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