Artigo em periódico

Fonte: Percepta, ___(edição)___, 2022

Preferência de percepção tonal em crianças com ou sem educação musical formal

Beatriz Quirino Marquetti, Éder Costa Muchiutti, Felipe Viegas Rodrigues

Resumo

Dentre as funções mentais recrutadas pela música, o processamento de timbre é possivelmente um dos mais interessantes, pois exemplifica a constância perceptual que permite reconhecimento de regularidades no ambiente. O objetivo do presente trabalho foi investigar a percepção musical de crianças com educação formal em música e a prevalência de ouvintes sintéticos e analíticos com base na percepção diferencial de tons complexos. Participaram trinta crianças entre 10 e 15 anos, que responderam a 48 pares de tons, nos quais o segundo tom deveria ser julgado como ascendente ou descendente. As respostas dos participantes permitiram o cálculo de um índice de preferência de percepção tonal (Δp). Os resultados mostram que o Grupo Controle apresentou Δp mais próximo a zero do que o Grupo Músicos, ambos com distribui-ção normal. Logo, músicos e não-músicos têm diferenças sutis na percepção de tons complexos, com predominância de ouvintes sintéticos para os músicos investigados.

Pitch perception preference in children with or without formal musical education

Among the mental functions recruited by music, timbre processing is possibly one of the most interesting, as it exemplifies the perceptual constancy that allows recognition of regularities in the environment. The objective of the present work was to investigate the musical perception of children with formal music education and the prevalence of fundamental and spectral listeners based on the differential perception of complex tones. Thirty children between 10 and 15 years old participated, who responded to 48 pairs of tones, in which the second tone should be judged as ascending or descending. The participants' responses allowed the calculation of an index of pitch perception preference (Δp). The results show that the Control Group presented Δp closer to zero than the Musicians Group, both with normal distribution. Therefore, musicians and non-musicians have subtle differences in the perception of complex tones, with a preference for fundamental listeners among the musicians investigated.

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