Artigo em periódico
Fonte: Percepta, ___(edição)___, 2016
Práticas contemporâneas do choro: Análise gerativa
Willian Fernandes de Souza
Palavras-chave
Resumo
Esta pesquisa visa entender uma parte da produção contemporânea do que é entendido culturalmente como choroou, assim apontam alguns autores, práticas que estão contidas em definições como neo-choro (Zagury, 2014), choro contemporâneo (Valente, 2014), uma terceira coisa (Clímaco, 2008) ou ainda jazz brasileiro (Piedade, 2003). Subentende-se, portanto, que há uma pluralidade de maneiras de ouvir e de fazer choro. Em seu “nascimento”, na década de 70 do século XIX, o choro foi posteriormente identificado como uma maneira distinta de interpretar diferentes gêneros vindos da Europa, como polca, mazurca, schottische, dentre outros. Ele herdaria assim esquemas formais — desde unidades em larga escala como o esquema formal rondó até unidades menores como células rítmicas — que representam regras musicais que ora são reproduzidas literalmente ora podem se tornar o fulcro para interpretações e releituras. Partindo da estruturação do Choro proposta por Almada (2006), acredito que a priorização do parâmetro harmônico-formal possibilita obtermos informações relevantes acerca do gênero. Pretendo neste trabalho demonstrar que a aplicação do modelo analítico-gerativo desenvolvido por Rohrmeier (2015) pode fornecer sólida fundamentação desta hipótese, pois ele próprio argumenta, a abordagem gramático-gerativa tem uma flexibilidade que permite a apresentação de formalizações através de modelagem.
Contemporary practices of Choro: Generative analysis
This research aims to understand a part of contemporary production of what is culturally understood as crying or, as some authors point out, practices that are contained in definitions such as neo-choro (Zagury, 2014), contemporary crying (Valente, 2014), a third thing (Clímaco, 2008) or Brazilian jazz (Piedade, 2003). It is therefore understood that there is a plurality of ways of listening and crying. In its "birth," in the '70s of the nineteenth century, crying was later identified as a distinct way of interpreting different genres from Europe, such as polka, mazurka, schottische, among others. It would thus inherit formal schemas-from large-scale units as the formal scheme roamed to smaller units like rhythmic cells-which represent musical rules that are now literally reproduced and can now become the fulcrum for interpretations and re-readings. Starting from the Choro structuring proposed by Almada (2006), I believe that the prioritization of the harmonic-formal parameter makes it possible to obtain relevant information about the genre. In this paper, I intend to demonstrate that the application of the analytic-generative model developed by Rohrmeier (2015) can provide a solid foundation for this hypothesis, as he argues, the grammatical-generative approach has a flexibility that allows the presentation of formalizations through modeling.
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