Artigo em periódico
Fonte: Per Musi, ___(edição)___, 2017
On-demand streaming services: listening as an experience and experimentation
Rodrigo Fonseca e Rodrigues, Astréia Soares Batista
Resumo
This paper discusses the listening experience provided by on-demand music streaming services and some of its aesthetic, cultural, technological, and economic implications. It also presents the concerns of performers and authors regarding the changes introduced to listening habits since modern times, the coexistence of analog media under the auspices of the content production industry, and the contemporary omnipresence of digital music. On-demand music streaming services stand as the hallmark of this era, by offering convenient access to music collections, customized playlists (scrobbling) integrated with social media, intuitive user interfaces, and, in some instances, the possibility of searching for and posting original content. Nonetheless, implicit constraints such as controlling for and blocking unlicensed files and supposedly restricting amateur musical creations and interventions have been implemented. The convenient, yet heavily mediated, listening experience provided by on-demand music streaming services should be rethought as a potentially creative instance of the “micropolitics of experimentation.”
On-demand streaming services: escuta como experiência e experimentação
Este artigo problematiza a escuta musical ligada à experiência com os atuais music on demand streaming services em algumas de suas implicações estéticas, culturais, tecnológicas e econômicas. O texto apresenta as preocupações de artistas e pensadores a respeito de mudanças que surgiram para os hábitos de escuta desde a modernidade, do convívio com as mídias analógicas sob a rubrica da indústria de conteúdos até a onipresença contemporânea das mídias digitais. Apresentam-se como sintomáticos os aplicativos de streaming service, que oferecem uma comodidade de acesso por assinatura a seus catálogos, playlists personalizadas (scrobbling) e integradas a redes sociais, além de um design de interface voltado para uma interação intuitiva e, em alguns desses serviços, a possibilidade de pesquisar e de divulgar trabalhos inéditos. Em contrapartida, observam-se constrangimentos implícitos em sua frequentação, tais como o controle e o bloqueio de arquivos não licenciados e uma suposta restrição da prática amadorística de criação ou de intervenção musical. Atraída ao consumo confortável, porém fortemente mediatizado sobre as expectativas iniciais de liberdade de acesso e compartilhamento na cultura musical online, a experiência da escuta sob a lógica dos streaming services merece ser repensada como uma potencial “micropolítica de experimentação”.
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