Artigo em periódico
Fonte: Revista Brasileira de Música, ___(edição)___, 2013
O mar de Suzu na teoria tempo-espaço de Luiz Carlos Lessa Vinholes: poesia concreta, música aleatória e diálogos culturais entre Brasil e Japão
Yuka de Almeida Prado
Palavras-chave
Resumo
A natureza tem conotações metafóricas exprimindo todos os sentimentos humanos nas composições poéticas da cultura japonesa, porquanto há uma veneração, respeito e religiosidade aliada a uma inter-relação estreita do homem e da natureza. As artes tradicionais japonesas têm, portanto, fortes vínculos na natureza, inclusive a escrita baseada em ideogramas. E é nesse contexto que o movimento da poesia concreta emerge inspirado também a partir dos ideogramas da poesia japonesa conduzindo à teoria tempo-espaço de Luiz Carlos Lessa Vinholes. Suzu é uma cidade na província de Ishikawa no Japão cujo hino de uma escola primária Ôtani Shôgakkô foi composto por Vinholes sobre letra do poeta Shuzo Iwamoto, em 1962. Segundo o próprio compositor, foi musicada com melodia que mescla a plasticidade de expressão japonesa com pequena referência ao ritmo sincopado característico das oralidades culturais brasileiras. Esse pequeno hino, sem bordas e sem pentatonismos, parece retratar o “vazio” do jardim zen, ultrapassando fronteiras continentais.
Nature has metaphorical meanings expressing all human feelings in poetic compositions of Japanese culture, specially because there are veneration, respect and religion allied toa narrow interrelation of man and nature. The traditional Japanese arts have, therefore, strong bonds in nature, including writing based on ideograms. It is in this context that the concrete poetry movement emerged also inspired from ideograms of Japanese poetry which leaded to the tempo-espaço theory of Luiz Carlos Lessa Vinholes. Suzu is a city in Ishikawa Province in Japan whose primary school anthem Ôtani Shôgakkôwas composed by Vinholes with lyrics by the poet Shuzo Iwamoto in 1962. According to the composer, its melody blends the plasticity of the Japanese expression with some reference to the syncopated rhythm which is characteristic of Brazilian oral cultures. This little anthem, without borders and pentatonisms seems to portray the “emptiness” of the Zen garden, crossing continental boundaries.
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