Artigo em periódico
Fonte: Per Musi, ___(edição)___, 2019
O espetáculo das Pompas Fúnebres: o Réquiem de 1816 de José Maurício Nunes Garcia
Ana Guiomar Rêgo Souza
Palavras-chave
Resumo
George Balandier em sua obra Poder em Cena (2009) afirma que as formas de poder se representam por meio da espetacularização de seus rituais configurando uma “teatrocracia” ou conjunto performático de manifestações que lhe devolve uma imagem idealizada de si e para outrem. No mundo Luso-Brasileiro e no Brasil, durante os dois períodos imperiais, foi recorrente a realização de pompas fúnebres, efemérides que ao mesmo tempo em que funcionavam como pedagogia para o “bem morrer” e se afirmava como representação de poder. Na construção do espetáculo da morte destacava-se a arte efêmera visual e sonora. Nesta última, destaca-se as Missas de Réquiem. Em foco neste artigo, o Réquiem de 1816 de autoria do Padre José Maurício Nunes Garcia, composto para as exéquias da Rainha Dona Maria I, progenitora de Dom João VI. Objetiva-se aqui situar e problematizar essa obra como imagem sonora da morte e seu lugar nos espaços de performance nos tempos joaninos.
The spectable of pompousity in funerals: the Requiem of José Maurício Nunes Garcia (1816)
George Balandier in his work "Le pouvoir sur scènes" (1980) states that forms of power are represented by the spectacularization of rituals, becoming a "theatocracy" or performance of a set of behaviors that produces an idealized image of themselves, for themselves and for others. In the Luso-Brazilian world and in Brazil during the two imperial periods, pompous funerals were routine, becoming an ephemeris that functioned both as a fitting send-off for the deceased, but also as a representation of their power. When constructing the spectacle of death, ephemeral visual arts and music stood out. In the latter, the Requiem Masses stood out. This article examines the 1816 Requiem by Father José Maurício Nunes Garcia, composed for the funeral of Queen Dona Maria I, progenitor of Dom João VI. The objective is to situate and problematize this work as the image of death realized through sound, and its place in the performance spaces in the Johannine times.
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