Comunicação oral

Fonte: Encontro Internacional de Música e Mídia, ___(edição)___, 2013

O Yoga no ocidente: sonoridade, alimentação e ritual

Julicristie M. Oliveira

Resumo

Yoga é um substantivo masculino de origem sânscrita que significa união e trata da junção do ser individual, fenomênico com o absoluto, atemporal. Segundo Patanjali, responsável pela primeira sistematização sobre o tema, Yoga é a supressão dos movimentos da consciência. A prática do Yoga no ocidente é tão plural quanto instigante, diferentes linhas são revisitadas e ressignificadas. As ásanas, ou posturas, são as características mais marcantes e facilmente associadas à prática corporal. Outras nuances, entretanto, são muitas vezes recorrentes: a sonoridade e a alimentação. Músicas instrumentais, mantras, sons da natureza e outros elementos criam uma atmosfera interiorizadora, um convite para se reduzir as oscilações da mente, do (s)om ao silêncio. O Mantra é uma fórmula invocatória e sua repetição uma prática meditativa. O som de om, ou aúm, sílaba mística, é uma ponte sonora que transcende o fenomênico rumo ao atemporal. Ascese, alimentação vegetariana e outras discussões sobre dietética criam uma atmosfera reflexiva, um convite para se pensar sobre o que se come, das questões éticas à saúde. Ademais, em tempos de lightização da existência, dos corpos e do comer, elaboram-se outras questões a serem ou não respondidas. E temos que considerar que o Yoga no ocidente também tem seu ritual: não há uma boa sessão que não se inicie com um chá quente na sala de espera, com uma musak ao fundo; transcorra com suas ásanas, pranayamas, mudras, bandhas e kriyas, ao som de uma cítara; e não termine com os yogins sentandos em padmasana, pronunciando repetidamente o om.

Seguir para site externo

Seu navegador será reencaminhado para a fonte do documento, porque o Amplificar não mantem cópias das referências. Caso o texto não seja carregado, por favor me notifique que ele está fora do ar e consulte sua disponibilidade no site oficial da fonte.