Artigo em periódico
Fonte: Revista Vórtex, ___(edição)___, 2020
O Pós-Minimalismo de “Il Neige... de Nouveau!”: intertextualidade e forma como processo
Rita de Cássia Domingues dos Santos, Danilo Rossetti
Palavras-chave
Resumo
Il Neige... de Nouveau! (1985) é uma obra para piano da última fase composicional de Gilberto Mendes, associada ao Pós-Minimalismo. A intertextualidade é um traço marcante dessa obra que estabelece uma relação direta, entre outras, com Il Neige! (1902), também para piano, de Henrique Oswald. Iniciamos nossa abordagem apresentando um referencial teórico sobre o Pós-Minimalismo, e realizamos uma análise da partitura buscando detectar traços intertextuais dentro dela. Uma metodologia de análise por descritores de áudio é também aplicada às gravações das obras de Mendes e Oswald. Os resultados obtidos apontam que, apesar das relações intertextuais entre as duas obras, as concepções formais de ambas são distintas, cada qual dialogando com seu período histórico. Concluímos situando a obra de Mendes no paradigma formal da segunda metade do século XX, das formas como processo, apresentando um tempo irreversível e direcional, com momentos de continuidade e outros de cortes abruptos.
The Post-Minimalism of “Il Neige ... de Nouveau!”: intertextuality and form as a process
Il Neige... de Nouveau! (1985) is a work for piano by Gilberto Mendes of his last compositional period, associated with Post-Minimalism. Intertextuality is an important feature of this work, establishing a direct relation, among others, with Il Neige! (1902), also for piano, by Henrique Oswald. We begin our approach presenting a theoretical reference of Post-Minimalism and performing an analysis of the score searching to find intertextual elements. A methodology of analysis based on audio descriptors is also applied to the audio recordings of Mendes and Oswald’s works. The results obtained indicate that, despite the intertextual relations between the two works, their formal conceptions are different, each one dialoging with its historical period. We conclude situating Mendes’ work in the formal paradigm of the second half of the 20th Century, of the forms as process, presenting an irreversible and directional time, with moments of continuity and others with abrupt cuts.
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