Comunicação oral
Fonte: Simpósio Brasileiro de Pós-Graduandos em Música, ___(edição)___, 2014
O Novacorde: do cinema e rádio à música de Villa-Lobos
Hugo Vargas Pilger
Palavras-chave
Resumo
No decorrer de sua profícua carreira de compositor, Heitor Villa-Lobos (1887-1959) dispensou uma atenção especial à exploração de novos timbres, escrevendo para instrumentos exóticos como o tambu-tambi (Choros nº 6), o camisão (Choros nº 6, nº 9, nº 12 e cantata profana Mandú-Çarará) ou o violinofone, também conhecido como violino de Stroh em função de seu inventor, o alemão Johannes Mathias Augustus Stroh (bailado Amazonas e poema sinfônico Uirapurú). Há também os efeitos extraídos de instrumentos tradicionais através do uso de surdinas em posições especiais como a surdina virada (Quarteto de Cordas nº 3, Trio nº 3 e Choros nº 7) ou mesmo pela exploração da técnica expandida. Entretanto, poucos sabem que Villa-Lobos escreveu para o que pode-se chamar de avô do sintetizador moderno. Este artigo discute o uso que o compositor fez do novacorde, um dos primeiros sintetizadores fabricados no mundo, em algumas de suas mais importantes obras orquestrais. No primeiro movimento da Fantasia para violoncelo e orquestra, Villa-Lobos dispensa uma pequena mas importante parte para esse instrumento, e esse fato comprova quanto o compositor estava atento às novas possibilidades sonoras. Surpreendentemente, nenhuma das gravações comerciais dessa obra, disponíveis no mercado, o usaram. Recentemente o The Novachord Restoration Project, reconstruiu o instrumento e lançou no mercado uma gravação, possibilitando dessa forma, a escuta de seus múltiplos timbres captados de forma eficiente. Conhecer melhor o novacorde é de fundamental importância para os intérpretes de Villa-Lobos, pois assim comprova-se que o compositor fez sua escolha de forma consciente e que os diversos timbres desse instrumento possibilitam o enriquecimento de suas obras de forma contundente.
The Novachord: from Cinema and Radio to Villa-Lobos’ Music
During his prolific career as a composer, Heitor Villa-Lobos (1887-1959) gave special attention to the exploration of new sounds, writing for exotic instruments like the tambu-tambi (Choros No.6), the camisão (Choros No.6, No.9, No.12 and the Mandú-Çarará profane cantata) or the violinophone, also known as Stroh violin named after his designer, the german Johannes Matthias Augustus Stroh (Amazonas ballet and the symphonic poem Uirapurú). There are also effects drawn from traditional instruments through the use of mutes in special positions like the backward mute (String Quartet No.3, Trio No.3 and Choros No.7) or even through the exploration of extended techniques. Nevertheless, It is not well known that Villa-Lobos wrote for what may be called the grandfather of the modern synthesizer. This article discusses the use that the composer made of the novachord, one of the first synthesizers manufactured in the world, in some of his most important orchestral works. In the first movement of the Fantasia for cello and orchestra, Villa-Lobos dispenses a small yet important part for that instrument, and this fact proves how the composer was aware of the new sound possibilities. Surprisingly, none of the available commercial recordings of this work used that instrument. Recently The Novachord Restoration Project rebuilt the instrument and launched a recording in the market, thus allowing the listening of its many colors recorded efficiently. Further knowledge of the novachord is of great importance for Villa-Lobos interpreters because it shows that the composer made his choice consciously and that the multiples sounds of this instrument made possible an enrichment of his works.
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