Artigo em periódico

Fonte: Revista Vórtex, ___(edição)___, 2023

Nem idiomatismo nem técnica estendida: abordagens do vibrafone em Traldi e Rosauro

Isabella Tais Sonsin, Alexandre Remuzzi Ficagna

Resumo

Muito presentes na literatura acadêmica brasileira sobre vibrafone (e em pesquisas em geral sobre composição, análise ou performance para algum instrumento específico), os conceitos de idiomatismo e técnica estendida são abordados a partir de uma revisão sistemática com ênfase nas problematizações de Padovani e Ferraz (2011), Romão (2012), Labrada (2014) e Hashimoto (2017). A partir desta revisão, propôs-se a perspectiva das “abordagens”, derivadas das duas “filosofias” que Globokar (1992) aponta em relação às práticas percussivas do século XX, com o objetivo de compreender como dois vibrafonistas-compositores, brasileiros e em atividade, compõem para o próprio instrumento em duas peças específicas: Ney Rosauro, em Lied, e Cesar Traldi, em SKYY. Embora não seja um método de análise, esta proposição conceitual permite redirecionar o debate e compreender também como ambos transitam entre diferentes abordagens, de acordo com suas opções estéticas.

Neither idiomatism nor extended technique: vibraphone approaches on Traldi and Rosauro

Quite common in the brazilian academic debate on vibraphone (and often in researches on music composition, analysis or performance for a particular instrument) the concepts of idiomatism and expanded technique are approached through a systematic review of literature, emphasizing the problematization found on Padovani and Ferraz (2011), Romão (2012), Labrada (2014) and Hashimoto (2017). From this review, it is proposed a conceptual perspective of the “approaches”, based on the two “philosophies” that Globokar (1992) identifies in the twentieth-century percussion practices. The objective is to comprehend how two vibraphonists-composers (brazilians, still active today) relate totheir own instrument when composing, in two specific pieces: Ney Rosauro’s Liedand Cesar Traldi’s SKYY. Although not an analytical method, this conceptual proposition may help to redirect this debate and also to understand how they both transit between different approaches, according to their aesthetic options.

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