Artigo em periódico

Fonte: Debates, ___(edição)___, 2022

Músicos autônomos e racionalidade neoliberal na indústria fonográfica da era digital

João Luís dos Santos Meneses

Resumo

A indústria fonográfica, embora não seja uma atividade recente, está sob novas configurações desde que as plataformas digitais de streaming e as ferramentas de gravação se popularizaram entre músicos autônomos e consumidores de música em geral. A emergência de novos artistas nesse mercado faz pensar como os sujeitos se mobilizam para lidar com os novos dispositivos e, mais que isso, como o contato com a nova frente laboral potencializa os problemas do trabalho informal. Através de um ensaio teórico que correlaciona os conceitos de “doutrina do choque” (KLEIN, 2007) e “racionalidade neoliberal” (FOUCAULT, 2001) com trabalho musical, busco compreender como músicos autônomos incorporam condutas e discursos neoliberais. Mais do que observar as causas e consequências dessa eclosão, vale pensar a respeito do movimento que vem transformando a concepção de músico autônomo, de empresário de si mesmo. Sendo assim, pretendo analisar como os novos artistas lidam com o trabalho de produção fonográfica na era digital. Como foco de análise, utilizo algumas experiências de cantores aracajuanos, que trabalham ativamente em produções autorais, desde, pelo menos, o início de 2021, quando a lei Aldir Blanc, instituída durante a pandemia da COVID-19, estimulou a produção de material artístico através de chamamentos públicos.

Autonomous musicians and neoliberal rationality in the music industry of the digital age

The music industry, although not a recent activity, has been under new configurations since digital platforms and recording tools became popular among freelance musicians. The emergence of new artists in this market makes us think about how subjects are mobilized to deal with these devices and, more than that, how contact with the new labor front enhances informal work. Through a theoretical essay that correlates the concepts of “shock doctrine” (KLEIN, 2 2007) and “neoliberal understanding” (FOUCAU, 2001) with musical work, it is sought as an autonomous musician to incorporate neoliberal behaviors and discourses. More than observing the causes and consequences of this outbreak, the movement that has been transforming a creation of itself, the entrepreneur of respect. Thus, it is intended how the artists - namely: new autonomous musicians - deal with the work of phonographic production in digital. As a focus of analysis, I sometimes use experiences of Aracaju singers, who work actively, at least in productions, the beginning of 2021, when the Aldir Blanc law, instituted during the COVID-19 pandemic, stimulated the artistic class through public notices.

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