Artigo em periódico

Fonte: OPUS, ___(edição)___, 2014

Musicologia sistemática, humanismo e contemporaneidade

Thiago Cabral

Resumo

Ao percorrermos historicamente os principais acontecimentos que marcaram o estabelecimento da musicologia sistemática na academia, propusemos um estudo crítico-descritivo a fim de esboçarmos um panorama atual do seu campo de atuação. No escopo das principais contribuições de Adler, Hanslick e Schenker, identificamos um discurso unívoco no qual música e linguagem pertenceriam à mesma dimensão estética. Todavia, a partir da década de 1970, o desejo por uma mudança paradigmática frente a um viés neopositivista na musicologia ganha força, sobretudo na musicologia histórica e na etnomusicologia. No presente artigo, avaliamos se esse movimento de aproximação às ciências humanas também ocorre com a musicologia sistemática, especialmente no que se refere à busca por novas estratégias de análise musical. A partir do levantamento bibliográfico, propusemos um diálogo contextualizado entre a história da ciência e a produção musicológica datada dos fins do século XIX até o presente momento. Constatamos que uma parcela expressiva da produção científica ainda se mantém inescrutável, mesmo para o público especializado. Destarte, apontamos algumas sugestões para que se possa conceber a posteriori uma metodologia humanística para a análise musical a partir de alguns insights, atentando sobretudo aos novos desafios investigativos no contexto da ciência contemporânea.

Systematic Musicology, Humanism, and Contemporaneity

As we move through the historical events that marked the founding of systematic musicology at the academy, we propose a critical descriptive study to outline a current overview of the field. Within the scope of the main contributions of Adler, Hanslick, and Schenker we identify a univocal discourse where music and language belong to the same aesthetic dimension. However, since the 1970's, the desire for a paradigm shift gains strength in light of a neo-positivist bias in musicology, especially in historical musicology and ethnomusicology. In this paper, we evaluate whether this move towards the humanities also occurs in systematic musicology especially with regards to developing new strategies of music analysis. From a bibliographical review, we propose a contextualized dialogue between the history of science and musicological production dating from the late nineteenth century to the present day. We found that a significant part of scientific production still remains inscrutable, even to the expert audience. Thus, we offer some suggestions to conceive, a posteriori, a humanistic approach to musical analysis from our insights, focusing especially on new investigative challenges in the context of contemporary science.

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