Artigo em periódico
Fonte: OPUS, ___(edição)___, 2020
Mundo do trabalho e música no capitalismo tardio: entre o reinventar-se e o sair da caixa
Luciana Requião
Palavras-chave
Resumo
O presente estudo busca analisar, discutir e compreender a conformação do trabalho do músico às regras impostas pelo mundo do trabalho e a forma como esta força de trabalho vem sendo apropriada por mecanismos de exploração próprios à atual fase do modo de produção capitalista. Em particular, destacamos o Rio de Janeiro como um estado protagonista no ranking cultural – de acordo com dados estatísticos produzidos pela Firjan –, porém, que reflete uma outra realidade quando investigado a partir do depoimento e da observação do trabalho de músicos neste estado. A partir de grandes transformações no modo de produzir e consumir música, é delegada ao músico a necessidade de “reinventar-se” e “sair da caixa”, o que seria uma premissa para a permanência desse trabalhador no mercado de compra e venda de produtos e serviços musicais. Do nosso ponto de vista, o que ocorre é um acirramento na precarização das relações de trabalho, e, tal qual nos demais setores produtivos, os músicos estão entregues a um mar de incertezas, próprio da atual fase do modo de produção capitalista.
The World of Work and Music in Late Capitalism: Between Reinventing Oneself and Getting out of the Box
The present study seeks to analyze, discuss and understand how the musician’s work has conformed to the rules imposed by the world of work and how this workforce has been appropriated by mechanisms of exploitation inherent to the current stage of the capitalist mode of production. Notably, we highlight the state of Rio de Janeiro which is ranked as a cultural leader (based on FIRJAN statistical data), however, it reflects another reality when investigating the testimonies and observations of the musician’s work conditions in this state. As a result of the major transformations in the production and consumption of music, musicians have been compelled to “reinvent themselves” and “get out of the box”, which has become a condition to remain in the market of buying and selling music products and services. From our point of view, labor precariousness worsens and, like other productive sectors, musicians are thrown into a sea of uncertainty, typical of the current stage of the capitalist mode of production.
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