Artigo em periódico

Fonte: Revista Brasileira de Música, ___(edição)___, 2018

Luiz Heitor Corrêa de Azevedo e o pan-americanismo musical (1939-1947)

Pedro Aragão

Resumo

Este artigo procura redimensionar o papel de Luiz Heitor Corrêa de Azevedo como intelectual pioneiro na etnomusicologia brasileira, com ênfase em seu papel como articulador entre instituições e musicólogos norte-americanos entre os anos de 1939 e 1947. Reconhecido como um dos mais importantes musicólogos brasileiros no século XX, Luiz Heitor Corrêa de Azevedo é frequentemente lembrado por sua relevância internacional como Secretário da Seção de Música da UNESCO em Paris, cargo que exerceu de 1947 a 1965. No presente trabalho procuro apresentar uma dimensão pouco lembrada do trabalho do musicólogo: seu papel ativo como intelectual ligado ao então chamado campo do “folclore musical brasileiro”, com destaque para o alto grau de internacionalização que logrou obter através de convênios e trocas acadêmicas com intelectuais e instituições norte-americanas, tais como Charles Seeger, Alan Lomax, Carleton Sprague Smith e a Biblioteca do Congresso, financiadora de suas viagens etnográficas na década de 1940.

This article seeks toshed new light on the role of Luiz Heitor Corrêa de Azevedo as a pioneer intellectual in Brazilian ethnomusicology, with emphasis on his role as an intermediary between American and Brazilian institutions and musicologists between the years of 1939 and 1947. Recognized as one of the most important Brazilian musicologists of the twentieth century, Azevedo is most often remembered for his international relevance as Secretary of the UNESCO Section of Music in Paris, a position he held from 1947 to 1965. This article focuses on a different, crucial dimension of the musicologist's work that has received little scholarly attention: his active role as an intellectual linked to the "Brazilian musical folklore" movement of the 1930s and '40s. I highlight the degreeof internationalization Azevedo achieved through agreements and academic exchanges with American intellectuals and institutions such as Charles Seeger, Alan Lomax, Carleton Sprague Smith and the Library of Congress.

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