Painel/Simpósio
Fonte: Congresso da ANPPOM, ___(edição)___, 2015
Koellreutter e Max Brand no Brasil: signos da modernidade e da nacionalidade na Era Vargas
Marcus Wolff
Palavras-chave
Resumo
Este trabalho procura refletir sobre o papel de Max Brand e Hans J. Koellreutter, na promoção de uma discussão estética e política, com consequências na produção musical erudita brasileira no século XX. Pretende-se demonstrar a forma como questões ligadas aos seus países de origem, aos movimentos modernistas e a uma Europa que assistia à ascensão do fascismo e da estética neoclássica dialogaram com o ambiente cultural do país de chegada, marcado pelo nacionalismo, em suas diferentes versões, e pela necessidade de construção de uma identidade nacional nos mais diversos campos. Uma análise dos Boletins do movimento Música Viva (1940) desvendará os motivos que levaram ao isolamento de Koellreutter e à fuga de Max Brand para os EUA, refletindo-se sobre os processos de assimilação/ apropriação dos signos da diferença pelas representações hegemônicas da “cultura nacional”, a partir dos conceitos elaborados pela história social e pela semiótica da música.
Koellreutter and Max Brand in Brazil: Signs of modernity and nationality in “Vargas Era”
This paper seeks to reflect on the role of Max Brand and Hans J. Koellreutter in promoting an aesthetic and political discussion, with consequences in Brazilian classical music production in the twentieth century. It is intended to demonstrate how issues related to their countries of origin, the modernist movements and a Europe that attended the rise of fascism and neo-classical aesthetic dialogued with the cultural environment of the country of arrival, marked by nationalism, in its different versions, and the need to build a national identity in various fields. An analysis of the movement's Bulletins “Música Viva” (1940) will unveil the reasons that led to the isolation of Koellreutter and the escape of Max Brand to the US, reflecting on the processes of assimilation / appropriation of signs of difference by the hegemonic representations of the "national culture", based on the concepts developed by the social history and semiotics of culture.
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