Dissertação de Mestrado
Fonte: Programa de Pós-Graduação em Música (UNIRIO), ___(edição)___, 2011
Investigações filosóficas sobre linguagem, música e educação na perspectiva de uma pragmática Wittgensteiniana (O que é isso que chamam de música?)
José Estevão Moreira
Palavras-chave
Resumo
A presente dissertação se propõe a realizar uma “investigação filosófica” sobre música, linguagem e educação a partir da pragmática wittgensteiniana1. No entanto, tal delimitação – música, linguagem e educação – seria insuficiente para dar a tônica da investigação aqui realizada, pois a abrangência deste recorte poderia escapar por entre os dedos, devido à sua dimensão e volatilidade. Mesmo antes de definir os campos da filosofia, música e educação aqui estudados, é preciso dizer que a presente pesquisa tem como proposta a apresentação de uma abordagem da educação musical do ponto de vista da linguagem. A hipótese motriz deste trabalho reside na suspeita de que a palavra ?música? – e todo um léxico – evoca diversas e até divergentes concepções, que não são possíveis de se conhecer senão na práxis, nas ações, e tais questões são consideradas a partir dos conceitos de jogos de linguagem, formas de vida e o argumento da impossibilidade de uma linguagem privada, de Wittgenstein. Desenvolve-se, a partir do conceito dos jogos de linguagem, a ideia de que pressupostos tácitos são partilhados em contextos específicos, nos quais se empregue a palavra “música”. Problematiza-se também a corriqueira ideia de “linguagem musical” – a partir das diferentes concepções de linguagem – bem como suas implicações para o campo da música e da educação abrangendo assim a dimensão ética e estética da educação musical a partir da ótica wittgensteiniana. Trata-se, portanto do campo dos valores, daquilo que não se diz e que é silenciado não podendo ser enunciado. A partir destas questões, busca-se pensar em algumas propostas para a educação e, sobretudo, para a educação musical.
This dissertation proposes to realize a "philosophical investigation" about music, language and education from the perspective of wittgensteinian pragmatic’. However, these limits - music, language and education — would be insufficient to give the tonic of the research conducted here, because the scope of this crop could escape between the fingers because of their size and volatility. Although before defining the fields of philosophy, education and music, here studied it must be said that this research has the proposal to present a approach to music education from the perspective of | language. The hypothesis motive this work is the suspicion that the word "music" - and a whole lexicon - evokes up several and different concepts, which are not possible to know if not in practice in action, and such issues are considered from the concepts of language games, forms of life and the argument of the impossibility of a private language, from Wittgenstein. It develops from the concept of language games, the idea that tacit assumptions are shared in specific contexts in which the word "music" is used. It is also problematized the widespread idea of “musical language" - from the different conceptions of language — and their implications for the field of music and education thus embracing the ethical and aesthetic dimension of music education from the perspective of wittgensteinian pragmatic. It is therefore in the field of values, what is not said and that is muted and can not be enunciated. From these questions, we try to think of some proposals for education and especially to music education.
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