Comunicação oral

Fonte: Simpósio Brasileiro de Pós-Graduandos em Música, ___(edição)___, 2016

Improvisação Jazzística: uma discussão terminológica

Julio Merlino

Resumo

O termo improvisação, apesar de seu significado amplo para além das práticas musicais, frequentemente é associado ao gênero musical “jazz”, o que faz com que a expressão improvisação jazzística fique indefinida ou se encerre no âmbito da música popular norte-americana do início do século XX. No entanto, com o sucesso do gênero musical “jazz” em diversas partes do mundo e suas fusões com variados gêneros musicais, pouco a pouco, este foi perdendo sua nacionalidade exclusiva e passou a ser considerado como uma música sem fronteiras. A partir daí, artistas de diversas partes do mundo passaram a incorporar em suas práticas musicais aquilo que o gênero “jazz” sempre teve de mais característico – a improvisação. Esta não se dá somente na criação de partes solistas melódicas, mas também nos acompanhamentos da seção rítmico-harmônica e pode variar em gradação do que e o quanto será improvisado na performance musical. Com a fusão da improvisação característica do gênero musical “jazz” e variados elementos de outros gêneros, a identificação de um modus operandi improvisatório passou a configurar o termo jazz não somente como um gênero musical, mas também como uma forma de se tocar qualquer gênero musical. No presente trabalho discuto as definições terminológicas dos termos improvisação e jazzístico como resultado da investigação destes para uma pesquisa mais ampla sobre os processos cognitivos de formação de sentido musical na improvisação jazzística, a partir das teorias cognitivas e do estudo da memória.

Jazz Improvisation: a terminological discussion

The term improvisation, despite its broad meaning beyond musical practices, is frequently associated with the musical genre “jazz”, rendering the expression jazz improvisation without definition or restricted to the scope of the African-American musical tradition of the beginning of 20th century. However, with the global success of the musical genre “jazz” and its fusions with several different musical genres, jazz as a musical genre gradually lost its exclusively nationality and became a borderless music. From that point, artists from several parts of the world began to incorporate into their own musical practices that what jazz had always had of more characteristic – improvisation. Not exclusively for solo melodic parts, but also for the accompaniment of the rhythm section, improvisation varies in what and at which extend something will be improvised during a musical performance. With the merging of this improvisation from the musical genre “jazz” with several elements from other musical genres, the identification of a improvisational modus operandi came to characterize the term “jazz” not only as a musical genre, but as a way of playing any other musical genre. In the present work I discuss the terminological definitions of both the terms “jazz” and “improvisation” as a result of an ongoing investigation of these subjects for a broader research on the cognitive processes of rendering of musical meaning in jazz improvisation, from the standpoint of the cognitive theories and the study of memory.

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