Artigo em periódico

Fonte: Música Hodie, ___(edição)___, 2022

Experiências acústicas na paisagem sonora escolar rural

Elder Oliveira, Paula Corrêa Henning

Resumo

Os estudos sobre paisagem sonora vêm sendo discutidos em diferentes áreas do conhecimento, o que oportuniza múltiplos olhares para o tema. O ambiente escolar rural foi o espaço para a produção de dados da pesquisa que ora se apresenta neste artigo. Neste estudo, aproxima-se a conhecida prática estética soundwalking às leituras de Jorge Larrosa sobre experiência, apontando como essa prática estética se volta às realidades acústicas de uma escola rural do município de Rio Grande/RS. Considera-se tal prática como uma alternativa de fruição musical frente aos modelos de ensino da música conservatorial e/ou historicamente fixados na forma de ouvir e fazer música. Faz-se com que este novo contexto escolar rural, silenciado e aparentemente imobilizado pela pandemia de Covid-19, seja entendido como um corpo vibrante, tensionado, revelador de um silêncio potente de sonoridades a serem vivenciadas. A partir de práticas artísticas nos entornos de uma escola rural de ensino fundamental, expõem-se como se deu a experiência acústica e os processos que lá foram estabelecidos, de forma a sublinhar a singularidade dessa experiência e das relações estabelecidas com o referido espaço.

Acoustic experiences in rural school soundscapes

Studies on soundscapes have been discussed in different areas of knowledge, which provides opportunities for multiple perspectives on the topic. The research data presented in this article were produced in rural school environment. In this study, the well-known aesthetic soundwalking practice is compared to Jorge Larrosa’s readings about experience, pointing out how this aesthetic practice turns to the acoustic realities of a rural school in the city of Rio Grande, in the state of Rio Grande do Sul. Such practice is considered to be an alternative for music appreciation in the face of music teaching models in conservatoires and/or historically ingrained in the way of listening and making music. This new rural school context, silenced and apparently immobilized by the Covid-19 pandemic, is understood as a vibrant, tense body, revealing a potent silence of sounds to be experienced. Based on artistic practices in the surroundings of a rural elementary school, the ways in which the acoustic experience took place and the processes were established are presented, in order to underline the uniqueness of this experience and the relationships established with that space.

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