Artigo em periódico

Fonte: OPUS, ___(edição)___, 2020

Eunice Katunda e Pierre Verger: documentações pessoais, processos criativos e diálogos afro-brasileiros nos anos 1950 e 1960

Angela Luhning

Resumo

Este artigo pretende discutir um tema quase desconhecido: a correspondência trocada entre a compositora Eunice Katunda e o fotógrafo e antropólogo Pierre Fatumbi Verger entre os anos de 1956 a 1968. Trata-se de um período importante na vida da compositora, no qual compôs suas obras voltadas para a temática afrobrasileira, inspirada nas suas vivências com o candomblé baiano, assunto pouco conhecido. A partir dos documentos epistolares, são analisadas tanto a visão compartilhada pelos dois amigos em relação ao papel desta religião na sociedade brasileira da época quanto suas características musicais e culturais, em geral. Além disso, o texto discute outras propostas e iniciativas tomadas pelos correspondentes em relação à cultura afro-brasileira e africana realizadas, ou não, na época. Desta forma o texto contribui para a compreensão não apenas da atuação de Katunda, mas também em relação à construção de uma discussão da temática da cultura afro-brasileira na área da música e estudos sobre músicas brasileiras no referido período, ainda mais levando em conta que a bibliografia sobre a obra e atuação de Eunice Katunda, em geral, é ainda reduzida.

Eunice Katunda and Pierre Verger: personal documents, creative processes, and Afro-Brazilian discourse in the 1950s and 60s

This article attempts to discuss an almost unknown topic: the correspondence between the composer Eunice Katunda and the photographer and anthropologist Pierre Fatumbi Verger between the years 1956 and 1968. This was an important period in the composer’s life in which she composed works based on Afro-Brazilian themes that were inspired by her contact with Bahian candomblé, little known at the time. From epistolary documents, we analyze the shared views of the two friends regarding the role of this religion in Brazilian society during those days, as well as its musical and cultural characteristics. Furthermore, we discuss other plans and initiatives that may have been taken, or not, by the correspondents in relation to Afro-Brazilian and African culture. This work is especially interesting considering that the bibliography of Eunice Katunda’s work and deeds is, in general, still limited.

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