Dissertação de Mestrado
Fonte: Programa de Pós-Graduação em Música (UFG), ___(edição)___, 2018
Estudo comparativo entre dois modelos de improvisação rítmica musical em musicoterapia e ansiedade
Demas Batista da Silva Junior
Palavras-chave
Resumo
O presente trabalho, “Estudo comparativo entre dois modelos de improvisação rítmica em musicoterapia e ansiedade”, teve como principal objetivo identificar os níveis de ansiedade de estudantes do curso de Graduação em Musicoterapia da Escola de Música e Artes Cênicas da Universidade Federal de Goiás (EMAC/UFG) durante atividades de improvisação e averiguar possível minimização destes sintomas, a partir da comparação entre dois modelos de improvisação rítmica musical – M1(modelo 1) proposto por Lopes (2011) e M2 (modelo 2) adaptado do modelo de improvisação livre descrito por Bruscia (1999). Duas hipóteses foram formuladas: a primeira é que a improvisação rítmica musical eleva o nível de ansiedade dos estudantes do citado curso e para a segunda, o modelo de improvisação rítmica musical (M1) é menos ansiogênico quando comparado ao (M2). A coleta de dados foi realizada durante o primeiro semestre de 2017. Foram incluídos no estudo 26 alunos (7 homens e 19 mulheres), com idade igual ou superior a 18 anos e matriculados nas disciplinas Música em Musicoterapia 1 e Observação de Prática Clínica 1 no ano de 2017. Participaram das intervenções 19 estudantes dos cursos de graduação em Música e Musicoterapia e 7 de outros cursos da UFG não relacionados à música. Os procedimentos metodológicos seguiram as abordagens quantitativa e qualitativa. Para coleta de dados foram utilizados o Inventário de Traço e Estado de Ansiedade (IDATE – T e E) e outros instrumentos elaborados para esta pesquisa tais como: Questionário de Identificação do Conhecimento e Experiência Musical (ICEM) e, Questionário de Avaliação do Nível de Significância da Música, Ritmo e Atividade de Improvisação Musical (ANS). Foram utilizados, também, trechos de relatos de participantes gravados em vídeo. As intervenções foram realizadas durante o período de aula, com intervalo de uma semana entre cada modelo. Os resultados mostraram que a maioria dos estudantes tinha pouco ou quase nenhuma experiência com improvisação rítmica musical, os participantes apresentaram no início do estudo, nível médio em relação ao traço de ansiedade (IDATE-T). A respeito do estado de ansiedade (IDATE-E) pré e pós-intervenção, não houve diferença significativa entre os dois modelos (M1 e M2), considerando a análise intra e intergrupos. Sobre os relatos dos participantes acerca das experiências de improvisação rítmica, considerando os dois modelos, reconheceram a facilitação da autopercepção e da percepção do outro, com maior destaque no M1, a melhora da liberdade de expressão e criatividade para o M2, segurança para realização da atividade, mais destacado para o M1, também presente no M2. Em conclusão, apesar das duas hipóteses terem sido refutadas, acreditamos que a improvisação rítmica musical é de grande relevância para a formação do musicoterapeuta, pois auxilia no fortalecimento da musicalidade e da musicalidade clínica, desde que o seu significado seja compreendido pelo estudante. Ainda, os dois modelos são valorosos nesse contexto acadêmico. Finalmente, os dados não são conclusivos e há necessidade da realização de novas pesquisas sobre esta temática, que possui expressiva importância para a prática clínica musicoterapêutica.
"Comparative study between two models of rhythmic improvisation in music therapy and anxiety".The main objective of this study was to investigate the anxiety level of students of the undergraduate program in Music Therapy from the School of Music and Performing Arts of the Federal University of Goiás during the performance of the musical rhythmic improvisation activity using two models of musical improvisation: M1 (model 1) based on technique of musical improvisation proposed by Lopes (2011) and M2 that was adapted from the model of free improvisation described by Bruscia (1999). Therefore, two hypotheses were formulated: The first is that musical rhythmic improvisation raises level anxiety of students and the second is that musical rhythm improvisation model (M1) is less anxiogenic when compared to model (M2). They were included students of both sexes, with age equal or superior to 18 years and regularly enrolled in the subjects Music in Music Therapy 1 and Observation of Clinical Practice 1. For data collection and analysis, in addition to questionnaire of knowledge and musical experience (ICEM) and questionnaire evaluation of the Level of Significance of Music, Rhythm and Activity of Musical Improvisation (ANS) developed by the researchers for the collection of the data of the research, the Inventory of Anxiety Traits and State (IDATE) and the excerpts from reports of participants were recorded on video. The interventions were performed during the class period, with a one-week interval between each model. The results obtained through the application of IDATE - E indicated non - significant in relation to the trait and anxiety state of the participants of the interventions (M1 and M2). According to the reports of the participants about the rhythmic improvisation experiences, considering the two models, they recognized the facilitation of self-perception and the other, with greater emphasis on M1, improved freedom of expression and creativity for the M2, confidence to perform the activity, most outstanding for M1, also present in M2. In summary, although both hypotheses have been refuted, it was believed that musical improvisation is important for the formation of music therapists, since it is not a strengthening of musicality and clinical musicianship, provided it is in any way understood by the student. Still, the two models are valuable in the academic context. The data not predictive and there of the new predictive the potential of this evaluation of this state, has not expressively importance for the practice clinical music-therapy.
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