Artigo em periódico

Fonte: Revista Vórtex, ___(edição)___, 2021

Espectromorfologia e Processos de Estruturação

Denis Smalley, Germán E. Gras (trad.), Thaís A. Aragão (trad.)

Resumo

Espectromorfologia refere-se às maneiras pelas quais espectros de frequência são moldados ao longo do tempo. As respostas dos ouvintes a sons e música derivam de respostas psicológicas à identidade energética, ao comportamento e à organização dos tipos de som nos contextos das estruturas sonoras. Arquétipos instrumentais são uma útil base de referência inicial, a partir da qual uma variedade mais ampla de modelos morfológicos e combinações pode ser elaborada. Isso leva a uma discussão sobre tipos de movimento,que, na mente ouvinte, podem estar ligados à experiência real ou imaginária. O movimento é expresso através de tendências orientadas a metas, de contornos externos (evocando,a noção de gesto), ou através de comportamentos texturais internos. A formação e o movimento dos arquétipos espectromorfológicos fornecem modelos para a definição de funções estruturais e processos de estruturação: interpretamos a importância das ações combinadas dos participantes estruturais à medida que ouvimos por períodos mais ou menos prolongados. Finalmente, são discutidos os aspectos espaciais da espectromorfologia e a influência do ambiente de escuta.

Spectromorphology refers to the ways in which frequency spectra are shaped over time. Listeners’ responses to sounds and music derive from psychological responses to the energetic identity, behaviour and organisation of sound-types in the contexts of sounding structures. Instrumental archetypes are a useful initial reference base, from which a broader range of morphological models and combinations can be elaborated. This leads to a discussion of types of motion, which in the listening mind may be linked to real or imagined experience. Motion is expressed both through the goal-directed tendencies of external contours (evoking the notion of gesture) and through internal textural behaviours. The shaping and motion of spectromorphological archetypes provide models for defining structural functions and structuring processes: we interpret the significance of the combined actions of structural participants as we listen over shorter and longer stretches of time. Finally, the spatial aspects of spectromorphology and the influence of the listening environment are discussed.

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