Artigo em periódico
Fonte: Revista da ABEM, ___(edição)___, 2020
Enviadescer a educação musical, musicar a bicha e fraturar currículos: estranhamentos sonoros para pensarfazer um currículo queer
Wenderson Silva Oliveira, Isabel Maria Sabino de Farias
Palavras-chave
Resumo
O colonialismo ainda norteia nossas práticas pedagógico-musicais. Alguns movimentos tentam caminhar pelas estradas tortuosas e estreitas da decolonialidade, na tentativa de ouvir vozes e sons que, constantemente, são suprimidos. Neste ensaio, procuramos problematizar currículos da/na educação musical escolar, partindo do entendimento de que as tessituras curriculares são vivas e em trânsito, os currículos são práticaspolíticas tecidas no cotidiano vivido por uma comunidade que rodeia os prédios, em um movimento permanente dentrofora das escolas. Como potência viva, buscamos entender os currículos cotidianos como linhas de fuga à oficialidade. Em nossa discussão, trazemos à tona uma dessas linhas, que é a música queer. A partir da ferramenta epistemológico-sonora enviadescer, proposta pela arti(vi)sta Linn da Quebrada, nosso debate visa pensar possibilidades e caminhos para uma educação musical comprometida com as diferenças, que busque uma justiça curricular.
Queering the music, musicking the queer subject and fracture curriculum: sound strangements to think to a queer curriculum
The colonialism still guides our pedagogical-musical practices. Some movements try to walk the winding and narrow roads of decoloniality, in an attempt to hear voices and sounds that are constantly suppressed. In this essay, we tried to problematize curriculum of/in school music education, starting from the understanding that curricular fabrications are alive and in transit, the curriculum are politicalpractices woven into the daily life experienced by a community that surrounds buildings, in a permanent movement within schools. As a living power, we seek to understand everyday curriculum as lines of escape from officiality. In our discussion, we bring up one of these lines, which is queer music. Based on the epistemological-sound tool enviadescer, proposed by arti(vi)st Linn da Quebrada, our debate aims to think about possibilities and paths for a musical education committed to differences, which seeks curricular justice.
Cuirizar la educación musical, musicar el marica y fracturar curriculum: extrañas de sonido para pensar-hacer un curriculum cuir
El colonialismo todavía guía nuestras prácticas pedagógico-musicales. Algunos movimientos intentan caminar por los caminos sinuosos y estrechos de la decolonialidad, en un intento de escuchar voces y sonidos que se reprimen constantemente. En este ensayo, tratamos de problematizar los currículos de/en la educación musical escolar, comenzando por el entendimiento de que las fabricaciones curriculares están vivas y en tránsito, los currículos son prácticaspolíticas tejidas en la vida diaria experimentada por una comunidad que rodea edificios, en un movimiento permanente dentro de las escuelas. Como potencia viva, buscamos entender los planes de estudio cotidianos como líneas de escape de la oficialidad. En nuestra discusión, presentamos una de estas líneas, que es la música queer. Basado en la herramienta de sonido epistemológico enviadescer, propuesta por arti(vi)sta Linn da Quebrada, nuestro debate tiene como objetivo pensar en las posibilidades y caminos para una educación musical comprometida con las diferencias, que busca la justicia curricular.
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