Comunicação oral
Fonte: Simpósio Brasileiro de Pós-Graduandos em Música, ___(edição)___, 2016
Elis Regina e o mercado fonográfico na década de 1970
Andrea Maria Vizzotto Alcântara Lopes
Palavras-chave
Resumo
Este artigo pretende apresentar alguns resultados obtidos com a pesquisa de doutorado sobre a trajetória artística e a obra de Elis Regina, enfocando a presença da cantora no mercado fonográfico durante a década de 1970. Como a intérprete é considerada um nome importante e consagrado da MPB, é possível ampliar essa discussão para também compreender a presença da MPB no mercado de discos desse período, bem como a forma de inserção profissional dos artistas e a estratégia das gravadoras, considerando também as necessidades e os interesses específicos dos instrumentistas e cantores, aspecto muitas vezes ignorado na discussão. O estudo da recepção é central em minha pesquisa, que considera o ouvinte sujeito ativo na produção de significados para a canção popular. Esse artigo problematiza o circuito restritivo de consumo atribuído à MPB, dialogando com o referencial teórico da sociologia, ao discutir hábitos de escuta musical, a relação da intérprete com os meios de comunicação e a circulação social de fonogramas. Como fontes, foram selecionadas as listagens produzidas pelo IBOPE, instituto de pesquisa que coletava estatisticamente dados sobre vendagens de discos, além de matérias publicadas na imprensa, em jornais e revistas direcionadas a diferentes públicos, e em publicações dedicadas à programação de rádio e televisão.
Elis Regina and the Music Industry in the 1970s
This article presents some results of my doctoral research in the artistic trajectory and the works of the singer Elis Regina, focusing the phonographic trajectory of the interpreter during the 1970s. It is highlighted her importance in building what is called MPB and by following her career I think it is also possible to discuss how was the insertion of MPB in the music industry. The professional trajectory of the musicians and the strategies of the phonographic industry are also subjects of this article, evaluating the specific needs and interests of musicians and singers, a subject often ignored. The study of reception is central, considering the listener as an active subject in producing meaning for popular songs. This article questions a view that considers a limited circle of listeners to MPB, and establishes a dialogue with sociology to discuss music listening habits, the relationship of the interpreter with media and the circulation of recorded music. We use as sources the listings produced by IBOPE, a research institute that collected data on record sales and treated them statistically, as well as articles published in various newspapers and magazines of diverse tendencies, among them those specialized in radio and TV.
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