Artigo em periódico

Fonte: Musica Theorica, ___(edição)___, 2020

Domenico Scarlatti, artista fugidio: visões de seu “estilo misto” ao fim do século XVIII

Janet Schmalfeldt, Gabriel Navia (trad.)

Resumo

Uma mudança permanente aos 34 anos de idade, da Itália para os serviços privados da princesa Maria Bárbara, em Portugal e posteriormente na Espanha, permitiu que Domenico Scarlatti fugisse da fama e da classificação estilística. Na ausência de uma categoria convincente para a música de Scarlatti – pós-Barroca? Pré-Clássica? Galante? Transitória? – o especialista em Scarlatti, W. Dean Sutcliffe, recorre à expressão adequada “estilo misto”. Entretanto, Sutcliffe reconhece que “muito das sonatas de Scarlatti deve ser considerado à luz do estilo Clássico”, e eu também. Particularmente, o tipo específico de forma bipartida que o compositor emprega na maior parte de suas 555 sonatas para teclado sobreviventes dificilmente era único no continente durante o tempo em que viveu, e esta forma continuou a aparecer mesmo muito depois de dar lugar ao que hoje chamamos de “sonata Clássica”. Os “mecanismos de escape” musicais do compositor – atrasos surpreendentes de resultados esperados por meio de cadências evadidas e repetições “mais uma vez” – podem ser “avistados” em grande parte do repertório do fim do século XVIII, especialmente na música de Mozart. Todavia, nenhuma comparação da música de Scarlatti com a de seus sucessores pode diminuir sua exuberância “espanhola”, sua predileção pela justaposição de ideias totalmente diferentes em um único movimento – resumindo, suas contribuições características e sem paralelo para a música para teclado.

Domenico Scarlatti, Escape Artist: Sightings of his “Mixed Style” towards the End of the Eighteenth Century

A permanent move at the age of 34, from Italy into the private services of Princess Maria Bárbara in Portugal, later in Spain, allowed Domenico Scarlatti to escape fame and stylistic classification. In the absence of a convincing category for Scarlatti’s music – post-Baroque? pre-Classical? galant? transitional? – the Scarlatti scholar W. Dean Sutcliffe resorts to the apt expression “mixed style”. But Sutcliffe acknowledges that “much about the Scarlatti sonatas demands to be considered in the light of the Classical style”, and so do I. In particular, the specific type of two-part form that the composer employs in most of his 555 extant keyboard sonatas was hardly unique on the continent during his lifetime, and that form continued to appear long after it had yielded to what we today call “the Classical sonata”. The composer’s musical “escape mechanisms” – surprising delays of expected outcomes by way of evaded cadences and ‘one-more-time’ repetitions – can be “sighted” in much repertoire towards the end of the eighteenth century, especially in the music of Mozart. Just the same, no amount of comparison of Scarlatti’s music with that of later composers can diminish his “Spanish” flamboyance, his penchant for the juxtaposition of wildly different ideas within a single movement – in short, his unparalleled, signature contributions to keyboard music.

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