Artigo em periódico

Fonte: Percepta, ___(edição)___, 2022

Dissonâncias não influenciam as habilidades visuoespaciais ou as emoções de universitários saudáveis

Daniel Oliveira Creste, Éder Costa Muchiutti, Felipe Viegas Rodrigues

Resumo

Há evidências de que propriedades da música poderiam modular o humor e melhorar o desempenho das habilidades visuoespaciais. Dissonâncias na música são interpretadas como desagradáveis por ouvintes não-treinados. Investigamos se dissonâncias são capazes de modular emoções e alterar o desempenho de um teste visuoespacial. Participaram vinte e cinco universitários saudáveis, divididos em Grupo Controle (n=10), Grupo Consonância (n=8) e Grupo Dissonância (n=7). Todos foram triados para sintomas psiquiátricos atuais, fizeram um teste visuoespacial, antes e após o período de audição musical, e também foram avaliados pelo OASIS, que investiga emoções. Os resultados mostraram ausência de efeito provocado pelas dissonâncias na música, tanto nas emoções, quanto nas habilidades visuoespaciais, em jovens com pouco contato musical prévio. Estes resultados sugerem que o tempo e o modo da música, além da própria melodia, são os únicos fatores conhecidos capazes de modular o desempenho visuoespacial.

Dissonance does not influence visuospatial skills or emotions of healthy college students

There is evidence that music properties could modulate mood and improve the performance of visuospatial skills. Dissonances in music are interpreted as unpleasant by untrained listeners. We investigated whether dissonances can modulate emotions and alter the performance of a visuospatial task. Twenty-five healthy university students participated, divided into the Control Group (n=10), the Consonance Group (n=8), and the Dissonance Group (n=7). All were screened for current psychiatric symptoms, underwent a visuospatial test before and after the music listening period, and were evaluated by the OASIS, which investigates emotions. The results showed no effect caused by dissonance in music, both on emotions and visuospatial skills, in young people with little previous musical contact. These results suggest that the tempo and mode of music and the melody itself are the only known factors capable of modulating visuospatial performance.

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