Artigo em periódico
Fonte: Revista Música, ___(edição)___, 2015
Dialogue on Improvisation, Composition and Performance: On Singularity, Complexity and Context
Marcel Cobussen, Rogério Costa
Palavras-chave
Resumo
This virtual dialogue that brings into play two seemingly opposing positions actually exposes complementary ideas about improvisation. Marcel Cobussen deals with the complexity of interactive and unique environments and seeks to expand the scope of the concept, pointing to the inevitable presence of a certain degree of improvisation in any musical performance. For him, improvisation is always present. Rogerio Costa, in turn states that, on the one hand this broader view can contribute to overcoming rigid and simplistic categorizations, however, can eventually reduce the power of environments specifically centered on improvisation. From this point of view he emphasizes the social significance of free improvisation in specific musical contexts in Brazil. The apparent differences between the two approaches are mainly due to different perspectives from which each of the researchers weaves their reflections. The various issues raised during the dialogue - some of them seemingly unanswered - can serve as starting points for new debates and discussions that contribute to further research on the subject.
Este diálogo virtual que coloca em jogo duas posições aparentemente opostas, na realidade expõe ideias complementares sobre a improvisação. Marcel Cobussen lida com a complexidade dos ambientes interativos e singulares e busca ampliar o alcance do conceito, apontando para a presença inevitável de um certo grau de improvisação em qualquer performance musical. Para ele, a improvisação está sempre presente. Rogério Costa, por sua vez afirma que, se por um lado essa visão mais ampla pode contribuir para a superação de categorizações rígidas e simplistas, por outro lado, pode, eventualmente, reduzir o poder dos ambientes centrados especificamente sobre a improvisação. A partir deste ponto de vista ele enfatiza o significado social da improvisação livre em contextos musicais específicos no Brasil. As diferenças aparentes entre as duas abordagens se devem principalmente às diferentes perspectivas a partir das quais cada um dos pesquisadores tece suas reflexões. As várias questões levantadas durante o diálogo - algumas delas aparentemente sem resposta - podem servir como pontos de partida para novos debates e discussões que contribuam para o aprofundamento das pesquisas sobre o assunto.
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