Artigo em periódico
Fonte: OPUS, ___(edição)___, 2016
Diálogos luso-brasileiros no Acervo José Moças da Universidade de Aveiro: um estudo exploratório das gravações mecânicas (1902-1927)
Pedro Aragão
Palavras-chave
Resumo
Este artigo apresenta resultados parciais de uma pesquisa de pós-doutorado com foco em diálogos musicais entre Brasil e Portugal no Acervo José Moças da Universidade de Aveiro. Composto por cerca de 6 mil discos em formato 78 rpm, este acervo é considerado um dos mais importantes de Portugal e encontra-se atualmente em fase de catalogação e digitalização na referida universidade. O artigo apresenta um estudo exploratório das gravações mecânicas que refletem fluxos e trocas sonoras entre os dois países, com foco em “gêneros nacionais” – tais como o fado e o maxixe – gravados em Lisboa e no Rio de Janeiro por intérpretes que integravam um sistema de entretenimento comum (formado por teatro de revista, indústria fonográfica e partituras) aos dois países. Tendo por base os conceitos de “Atlântico Negro” tal como proposto por Gilroy (2001) e de “ecologia de saberes musicais do Atlântico Sul” proposto por Sardo (2013), pretendo trazer contributos ao entendimento destes intérpretes e destes fonogramas para a construção de um imaginário sonoro comum entre Brasil e Portugal.
Luso-Brazilian Mechanical Recordings (1902-1927) in the José Moças Collection at Aveiro University: An Overview
This article presents the partial results of a postdoctoral study focused on musical dialogues between Brazil and Portugal from the José Moças Collection at the University of Aveiro (Portugal). Comprising six thousand shellac 78 rpm disc records, this archive is considered the most important sound collection in Portugal and is currently being catalogued and digitized by the University. The article presents an exploratory study of the mechanical recordings that reflect the flows and exchanges between Brazil and Portugal. The study focuses on “national genres”--such as fado and maxixe–recorded in Lisbon and Rio de Janeiro by artists who were part of a common entertainment system (made up of theatrical revues and the music publishing and recording industries) in both countries. In light of a review of “Black Atlantic” (GILROY, 2001) and “the ecology of musical knowledge of the South Atlantic” proposed by Sardo (2013), we intend to contribute to the understanding of the performers and phonograms to construct an imaginary sonority between both countries.
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