Artigo em periódico

Fonte: Música Hodie, ___(edição)___, 2019

Cross-sensory experiences and the enlightenment: music synesthesia in context

Eduardo Sola Chagas Lima

Resumo

This study contemplates cross-sensory experiences as represented in late eighteenth-century thought, prior to George Sachs’s description of synesthesia in 1812. Sachs’s medical dissertation is now considered to be the first convincing scientific report of synesthesia in literature. Yet, less objective historical instances of cross-sensory experiences are not new to music, the visual arts, and poetry. Since these instances are difficult to assess on the part of modern disciplines (including musicology) due to their subjective nature, references to cross-sensory experiences prior to this date are either overlooked or simply ignored. The Medieval and Renaissance understandings of multisensory associations, deriving from natural science and cosmology, gradually gave way to rationalized discussions based on mathematics, physics, and practical experimentations as time elapsed. In eighteenth-century literature, allusions to sound-colour parallels enjoy special attention in the writings of Voltaire, Rousseau, Diderot, among others. In discussing the validity of these associations and their mechanisms, some authors extended these correspondences to other senses as well: touch, taste, and smell. This research is rooted in a historical survey of Enlightenment approaches to multisensory experiences — along with their priority for reason — discussing to which extent they are strictly ‘scientific,’ since the long eighteenth century still witnessed the coexistence of natural, cosmological, and philosophical readings of cross-sensory analogies. It also inquires whether Enlightenment thought established a philosophical foundation for initial investigations on music synesthesia. Finally, this study searches for a place for Sachs’s dissertation among Enlightenment debates — the philosophical and historical context that afforded its conception.

Experiências multissensoriais e o iluminismo: sinestesia musical em contexto

Este estudo contempla experiências multissensoriais tais quais representadas no pensamento do final do século XVIII, anteriores à descrição de sinestesia por George Sachs em 1812. A dissertação médica de Sachs é considerada o primeiro relatório científico convincente de sinestesia na literatura. No entanto, instâncias históricas menos objetivas de experiências multissensoriais não são novas na música, artes visuais e poesia. Como essas instâncias são difíceis de avaliar por parte das disciplinas modernas (incluindo a musicologia) devido à sua natureza subjetiva, referências a experiências multissensoriais anteriores a essa data são negligenciadas ou simplesmente ignoradas. As leituras medievais e renascentistas de associações multissensoriais, derivadas da ciência natural e da cosmologia, gradualmente deram lugar a discussões racionalizadas baseadas na matemática, física e experimentações práticas com o passar do tempo. Na literatura do século XVIII, alusões a paralelismos entre cor e som ganham atenção especial em Voltaire, Rousseau, Diderot, entre outros. Ao discutir a validade dessas associações e seus mecanismos, alguns autores estenderam essas correspondências também a outros sentidos: tato, paladar e olfato. A presente pesquisa oferece um levantamento histórico das abordagens iluministas às experiências multissensoriais — juntamente com sua prioridade pela razão — discutindo até que ponto estas são estritamente “científicas”, uma vez que século XVIII testemunhou a coexistência de leituras naturais, cosmológicas e filosóficas de analogias intersensoriais. Também indaga-se se o pensamento iluminista estabeleceu um fundamento filosófico para as investigações iniciais sobre a sinestesia musical. Finalmente, este estudo procura contextualizar descrição de sinestesia por Sachs entre os debates iluministas — o contexto filosófico e histórico que proporcionou sua concepção

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