Artigo em periódico

Fonte: OPUS, ___(edição)___, 2021

Contribuições e limites da filosofia clássica grega para a música e a educação musical na atualidade: a música como mimese da realidade objetiva

Thiago Xavier de Abreu, Newton Duarte

Resumo

Este artigo objetiva apontar contribuições e limites da filosofia clássica grega para as reflexões sobre a música e a formação musical na atualidade. Por meio da pesquisa bibliográfica realizada em obras do campo da filosofia, da musicologia e da educação, analisamos os fundamentos acerca da natureza da música e da formação musical presentes no pensamento filosófico da Grécia Antiga. Em seguida, apoiados principalmente nas considerações de György Lukács, discutimos a importância dessas concepções para a superação das perspectivas subjetivistas e formalistas da música e da educação musical, destacando o caráter dialético da noção da música como uma mimese da realidade objetiva presente no pensamento grego. Assim, a filosofia clássica pode nos auxiliar no entendimento do sentido social da prática musical e de seus processos educacionais, nos mostrando caminhos para refletirmos sobre a atual condição da música em nossa sociedade; por outro lado, o caráter idealista dessas concepções nos impede de captar o sentido histórico e concreto desse papel social, demonstrando também alguns limites a serem superados.

Contributions and limits of classical Greek philosophy to music and music education today: music as a mimesis of objective reality

This article aims to identify contributions and limits of classical Greek philosophy to current thoughts on music and musical formation. Through a bibliographic study of works in the field of philosophy, musicology, and education, we analyze the fundamentals on the nature of music and musical formation that appear in Ancient Greek philosophical thought. Next, based mainly on the considerations of György Lukács, we discuss the importance of these conceptions to overcome the subjectivist and formalistic perspectives of music and music education, highlighting the dialectical character of the notion of music as an objective mimesis present in Greek thought. Thus, classical philosophy can help us understand the social meaning of musical practice and its educational processes, showing us ways to reflect on the current condition of music in our society. On the other hand, the idealistic character of these conceptions prevents us from capturing the historical and concrete meaning of this social role, thereby also demonstrating limits to overcome.

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